Reginaldo Castro/Lancepress
Reginaldo Castro/Lancepress

Palmeiras tem histórico de tropeços contra 'nanicos' na Copa do Brasil

Time paulista carrega a sina de cair contra rivais menores quando é considerado favorito

O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2016 | 07h00

O histórico do Palmeiras na Copa do Brasil preocupa o seu torcedor para a partida desta noite, contra o Botafogo-PB, às 19h30, no Allianz Parque, mesmo sendo a equipe de Cuca a atual campeã da competição. Tudo porque o time paulista costuma se complicar diante de equipes contra as quais tem grande favoritismo. As lembranças vêm de longe.

Em 1994, quando o Palmeiras, então patrocinado pela Parmalat, ganhava praticamente tudo o que disputava, acabou elimiminado pela grande surpresa da competição, o Ceará. Os comandados do técnico Vanderlei Luxemburgo caíram nas oitavas de final por causa do critério de gols marcados fora de casa. No jogo de ida, em Fortaleza, houve empate sem gols. Na volta, no antigo Palestra Itália, o placar de 1 a 1 confirmou a eliminação.

O Palmeiras também colecionou tropeços contra equipes consideradas menores nos anos 2000. Talvez a que mais venha à mente dos torcedores seja a queda para o pequeno ASA, de Arapiraca (Alagoas), em 2002. E novamente, o revés ocorreu por causa do critério de gols anotados fora. Os alagoanos conquistaram uma vitória simples atuando em seus domínios, 1 a 0. A zebra veio passear no Palestra Itália e, apesar da vitória por 2 a 1, os palmeirenses ficaram pelo caminho ainda na primeira fase da Copa do Brasil.

No ano seguinte, contra o Vitória, da Bahia, um dos maiores vexames da história do clube. Nem mesmo os 3 a 1, em Salvador, no jogo de ida das oitavas de final, foram suficientes para o Palmeiras se classificar. Em casa, no ano em que o time disputava a Série B pela primeira vez, foi goleado pela equipe baiana em um impiedoso 7 a 2. Foi mais um tropeço para ficar engasgado na torcida.

 

Na edição de 2004, a sensação da competição foi o campeão Santo André. E na sua trajetória, a equipe do ABC paulista eliminou o Palmeiras nas quartas de final, com dois empates: 3 a 3, no estádio Bruno José Daniel, e 4 a 4, em São Paulo. Avançou, mais uma vez, graças ao gol anotado no Palestra Itália, e com requintes de crueldade: Tássio, aos 45 minutos do segundo tempo, marcou o gol que classificaria os andreenses à semifinal.

Três anos depois, foi a vez do Ipatinga, de Minas Gerais, entrar no caminho palmeirense. Em confronto válido pela segunda fase da competição de mata-mata, tudo rigorosamente igual: duas vitórias por 2 a 0 de cada equipe, e decisão nos pênaltis no Palestra Itália. Os visitantes, por sua vez, levaram a melhor: 4 a 3.

Outros dois tropeços ilustram ainda mais a histórica sina palmeirense: Em 2010, nova queda nos pênaltis. Na ocasião, diante do Atlético-GO, nas quartas de final, no Serra Dourada, em Goiânia. No ano seguinte, apesar da vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba no jogo de ida, em São Paulo, o Palmeiras foi desclassificado porque na volta, em Curitiba, acumulou mais um resultado doloroso para sua história: o fatídico 6 a 0.

O Botafogo-PB está no Grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro. A equipe liderava a sua chave até o último final de semana, quando perdeu para o América-RN por 2 a 1, e agora está em terceiro. O jogo de volta da Copa do Brasil será no estádio Almeidão, em João Pessoa, apenas no dia 21 de setembro.

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