Todos os ingressos vendidos no Mineirão

No início da tarde desta sexta-feira, todos os 73.355 ingressos colocados à venda para a partida entre Cruzeiro e Paysandu, domingo, no Mineirão, já haviam se esgotado. A venda antecipada, que teve início por volta das 16 horas de quinta-feira, foi marcada por muito tumulto e confusão. Confiante na possibilidade de encerrar uma espera de 32 anos, a torcida compareceu em massa aos cinco postos de comercialização. Como a procura era muito grande, os guichês, que a princípio seriam fechados às 17 horas, funcionaram até cerca de 23 horas. Segundo a Administração dos Estádios de Minas Gerais (Ademg), milhares de torcedores dormiram na fila, apesar da chuva que caiu em Belo Horizonte. No final da manhã desta sexta-feira restavam poucos ingressos de geral. Mesmo depois que as entradas foram todas comercializadas, muitos torcedores continuavam nas filas na esperança de poder assistir ao jogo no estádio. "Está todo mundo revoltado aqui. Está difícil demais, somos tratados feito lixo", desabafou o assistente operacional José Maria de Morais, de 44 anos. Ele chegou ao posto de venda localizado na Praça Sete, no centro da cidade, ainda de madrugada, na esperança de conseguir um ingresso de arquibancada. "Num jogo desses não dá para deixar de ir", lamentava Morais, já resignado em assistir à partida da geral. "Meu chefe até me liberou do trabalho nesta sexta." O estudante João Luiz Massote, de 19 anos, era um dos mais revoltados. Ele saiu de Pedro Leopoldo, na região metropolitana, e entrou na fila às 6 horas. Às 14 horas, continuava, como centenas de outros torcedores, à espera de que o guichê fosse novamente aberto, apesar da informação de que os ingressos já haviam acabado. "Não saio daqui sem ingresso. Torcida mesmo que ficou na fila não conseguiu comprar", reclamou o estudante, que disse ter recebido propostas de cambistas. O ingresso de geral, que originalmente custava R$ 5, estava, segundo ele, sendo vendido a R$ 20 e até a R$ 40. Encolheu - O presidente da Ademg, Fernando Sasso, culpou a "lei" pela diminuição da oferta de lugares no estádio da Pampulha. "A lei é que encolheu o Mineirão, a legislação é que encolheu o Mineirão. Antigamente, aqui, nós já tivemos133 mil pessoas", afirmou, em entrevista à Rádio Itatiaia. Sasso se referia à exigência do Estatuto do Torcedor, de demarcação e numeração dos lugares na arquibancada, reservando um espaço de 50 cm para cada pessoa. A medida foi adotada nesta semana pela Ademg. "É por isso que o estádio vai diminuindo."

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