Tonhão tenta carreira de técnico

Zagueiro titular do time que foi campeão paulista e quebrou um jejum de 17 anos sem títulos para o Palmeiras, Tonhão está em fase de transição. Ainda não quer encerrar a carreira, diz que tem propostas para jogar em 2004, mas já está atua como técnico do time do União Suzano que disputa a Copa São Paulo de Juniores, que começa em 4 de janeiro.Aos 34 anos, Tonhão encara a primeira chance de ser treinador como um recomeço no futebol. Traça metas ambiciosas e diz que pode ir longe na carreira. "Como jogador, ganhei tudo o que queria. E agora tenho minhas metas como treinador. Quando você começa uma carreira, precisa ter objetivos e os meus são os de treinar um time grande e a Seleção Brasileira. Mas um passo de cada vez."O convite para a nova carreira veio há pouco mais de um mês. Tonhão estava buscando vaga em algum time depois ter atuado alguns meses no Guaratinguetá, que disputa a Série A-3 do Paulista, quando acertou com Suzano. "Trabalhei com Vanderlei Luxemburgo, Émerson Leão, Nelsinho Baptista e alguns dos melhores técnicos brasileiros. Chegou a hora de passar para frente tudo o que eu aprendi."Diz que teve facilidade com o grupo de jogadores e que encontrou até fãs seus no time de Suzano, que enfrentará São Paulo, Fluminense e Criciúma na primeira fase da Copa São Paulo. "Tem gente que tem até foto minha em casa. Estamos indo bem. Às vezes um jogador chega para conversar comigo e já sei o tipo de problema que ele tem, porque estive no campo."Famoso por seu estilo de pouca técnica e muita raça, Tonhão diz que é um entusiasta do futebol moderno. "Às vezes jogo no 4-3-3, outras no 4-4-2 e outras no 3-5-2. No futebol moderno, as táticas precisam mudar muito. Hoje, não pode faltar determinação nem vontade no futebol. Elas decidem um jogo junto com a tática e a disciplina", assinala.Disciplina que ele até exige, mas sem muitas regras rígidas. "Acho que, além de técnico, estou agindo como um irmão mais velho dos meus jogadores. E também como pai. Tenho três filhas e ganhei outros 25 agora."Tonhão diz que seu estilo como treinador será um misto dos perfis dos técnicos com quem trabalhou. "O Vanderlei Luxemburgo era um estrategista e sabia tirar o máximo de cada atleta. O Felipão era mais voluntarioso, que exigia determinação e vontade. E o Nelsinho Baptista era o que trabalhava o jogador também como homem, fora do campo, o que é muito importante. O futebol não pode ser dinheiro e conquistas. Precisa ser também amizade e trabalho em grupo", receita.

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