Mônica Zarattini/Estadão
Mônica Zarattini/Estadão

Top 5: os mais marcantes clássicos entre Santos e Palmeiras pelo Paulistão

Neste sábado equipes revivem história de jogos decisivos no Estadual

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

26 Abril 2013 | 15h18

SÃO PAULO - Neste sábado é dia de mais um clássico entre Santos e Palmeiras pelo Campeonato Paulista, o chamado Clássico da Saudade. Em toda a história foram 177 jogos entre os times, com 88 vitórias alviverdes,  50 alvinegras e 39 empates. Como preparação para o jogo, o Estado escolheu cinco encontros marcantes entre os clubes:

Palmeiras 2 x 1 Santos (10/01/1960)

O Campeonato Paulista de 1959 só foi decidido no começo do ano seguinte e o tamanho equilíbrio fez o torneio ficar conhecido como Supercampeonato Paulista. Palmeiras e Santos terminaram empatados em pontos e o título seria definido em uma melhor de quatro pontos - a vitória na época valia dois. Nos primeiros encontros, dois empates no Pacaembu: 1 a 1 e 2 a 2, respectivamente. O Santos jogou desfalcado dos contundidos Jair Rosa Pinto e Pagão, mas com Coutinho, Pelé e Pepe em campo. No terceiro e decisivo jogo, o clube da Vila Belmiro correu contra o tempo para colocar em campo Pagão, que tinha acabado de se casar. A correria valeu a pena e ele participou do lance em que Pelé abriu o placar, as 14 minutos de jogo. Mas o Palmeiras empatou ainda no primeiro tempo, aos 43, com Julinho Botelho e logo após o intervalo virou com Romeiro. Festa no Pacaembu lotado na tarde que recebia até então a maior renda da época no estádio: três milhões de cruzeiros.

PALMEIRAS: Valdir; Djalma Santos, Valdemar e Geraldo: Zequinha e Aldemar; Julinho, Nardo, Américo, Chinesinho e Romeiro. Técnico: Osvaldo Brandão.

SANTOS: Laércio; Urubatão, Getúlio e Dalmo; Zito e Formiga; Dorval, Jair Rosa Pinto, Pagão, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

ÁRBITRO: Anacleto Pietrobom

GOLS: Pelé, aos 13 minutos, e Julinho aos 41 do primeiro tempo. Romeiro aos 2 minutos da etapa final.

Santos 6 x 1 Palmeiras (23/11/1982)

O Santos estava impiedoso naquele encontro no Pacaembu e abriu 3 a 0 em 28 minutos de jogo. O Palmeiras diminuiu ainda no primeiro tempo, mas isso pouco adiantou para conter o embalo do time da Vila Belmiro, que enfileirou mais três na metade final. A equipe palmeirense foi à nocaute e ainda teve dois expulsos na partida. Como resultado, o Santos ampliou para sete a sequência de jogos sem perder para o rival.

SANTOS: Marola; Toninho, Joãozinho, Toninho Carlos e Gilberto Ferreira; Roberto César, Luis Gustavo e Pita; Serginho (Cardim), Paulinho e João Paulo. Técnico: Chico Formiga

PALMEIRAS: Gilmar; Jaime Bôni, Luís Pereira, Polozi e Baroninho; Rocha, Aragonés e Enéas; Barbosa, Baltazar e Rodrigues. Técnico: Rubens Minelli

ÁRBITRO:  Dulcídio Vanderlei Boschilia

GOLS: Roberto César aos  8 minutos, Serginho aos 2, João Paulo aos 28min e Jaime Bôni aos 40 minutos do primeiro tempo; Serginho  aos 24 minutos, João Paulo aos 27 Paulinho Batistote aos 44 do segundo.

Santos 2 x 2 Palmeiras (09/10/1983)

O nome do jogo foi o árbitro José de Assis Aragão. Mas não foi por alguma marcação duvidosa. Ele deu números finais ao jogo ao "marcar" o gol que decretou o empate por 2 a 2, já nos acréscimos e a favor do Palmeiras. Pela 21ª rodada do Campeonato Paulista os times se enfrentaram no Morumbi e aos 46 minutos do segundo tempo o palmeirense Jorginho aproveitou um rebote de escanteio e chutou torto da entrada da área. A bola ia para fora, mas o árbitro estava mal colocado e mais perto da trave do que deveria. Sem querer, Aragão emburrou a bola para o gol e mesmo sob os protestos santistas, confirmou a validade do lance.

SANTOS: Marola; Betão, Márcio, Toninho Carlos e Paulo Róbson; Dema, Paulo Isidoro e Pita; Lino, Serginho Chulapa e João Paulo. Técnico: Chico Formiga

PALMEIRAS: João Marcos; Silmar, Luis Pereira, Vágner e Carlão; Rocha, Jorginho e Aragonês (Hélio); Capitão, Baltazar e Carlos Henrique (Carlos Alberto Borges). Técnico: Rubens Minelli

ÁRBITRO:  José de Assis Aragão

GOLS: Paulo Isidoro aos 14 minutos do primeiro tempo; Capitão aos 37, Lima aos 41 e Jorginho aos 46 minutos do segundo tempo.

Santos 0 x 6 Palmeiras (24/03/1996)

O Palmeiras foi uma máquina de triturar adversários no Estadual de 1996. Em toda a campanha fez 102 gols em 30 jogos e teve um aproveitamento de 92% dos pontos. Na Vila Belmiro, ainda pelo primeiro turno, o time colocava à prova o poderio diante de um adversário que não vencia há três anos pelo Campeonato Paulista. Foram três gols nos primeiros 24 minutos e a goleda foi finalizada com mais três gols no segundo tempo. Em campo pelo time alviverde estavam craques como Rivaldo, Djalminha, Cafu, Muller e Luizão.

SANTOS: Gilberto; Claudemir, Batista (Gustavo), Sandro e Marcos Paulo; Gallo, Kiko (Luiz Carlos), Baiano e Marcelo Passos (Macedo); Giovanni e Jamelli. Técnico: Orlando Amarelo.

PALMEIRAS: Velloso; Cafu (Osio), Sandro, Cléber (Cláudio) e Junior (Elivélton); Galeano, Flávio Conceição, Rivaldo e Djalminha; Muller e Luizão. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

ÁRBITRO: Dalmo Bozzano

GOLS: Rivaldo, aos 5 minutos, Cléber aos 17 e 24 do 1º tempo; Cafu aos 14 minutos, Djalminha (pênalti), aos 38, e Rivaldo aos 42 do segundo tempo.

Palmeiras 2 x 3 Santos (04/06/2000)

O segundo jogo da semifinal do Estadual daquele ano foi disputado em um horário inusitado, um domingo pela manhã, já que a outra semifinal seria disputada no mesmo dia, porém à tarde. O primeiro encontrou acabou sem gols graças ao goleiro santista Fábio Costa. Um novo empate classificava o Palmeiras, que estava em meio a disputa da semifinal da Libertadores contra o Corinthians. O time alviverde saiu na frente com Argel e Euller, mas levou a virada nos 20 minutos finais, com dois jogadores que entraram no intervalo: Eduardo Marques e Dodô. O primeiro diminuiu a vantagem palmeirense e o segundo fez o gol da vitória aos 45 minutos do segundo tempo, após Anderson Luiz ter empatado. O resultado levou o clube da Vila Belmiro à final da Campeonato Paulista depois de 16 anos.

PALMEIRAS: Marcos; Neném, Argel, Roque Júnior e Júnior; Rogério (Taddei), Galeano, Fernando e Pena; Euller (Tiago) e Asprilla (Marcelo Ramos). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

SANTOS: Fábio Costa; Baiano (Eduardo Marques), André Luís, Claudiomiro e Rubens Cardoso; Preto, Anderson, Robert e Valdo; Valdir (Dodô) e Caio (Deivid). Técnico: Giba

ÁRBITROS: Paulo Cesar de Oliveira e Ilson Honorato dos Santos.

GOLS: Argel, aos 32 minutos do tempo, Euller, aos 8 minutos, Eduardo Marques, aos 24, Anderson, aos 33, Dodô, aos 45 minutos do segundo tempo.

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