Torben Grael pronto para o desafio

O comandante Torben Grael, maior vencedor olímpico do Brasil na vela (tem cinco medalhas, duas de ouro), vai liderar a primeira campanha de um barco brasileiro numa regata de volta ao mundo. Perfeccionista, gostaria de ter treinado mais para a estréia que se aproxima, mas confia na competitividade do barco que conduzirá por oito meses e na sua tripulação. A tensão aumenta na medida em que se aproxima a abertura da Volvo Ocean Race, sábado, em Sanxenxo, Espanha. A largada para a primeira etapa mais longa, entre a espanhola Vigo e a Cidade do Cabo, na África do Sul, será no dia 12.A regata toda terá 31.250 milhas náuticas, mais de 57 mil quilômetros e ainda passará por Melbourne (AUS), Wellington (NOZ), Rio (BRA), Baltimore, Annapolis e Nova York (EUA), Portsmouth (ING), Roterdã (HOL) e Gotemburgo (SUE).?Gostaria de ter a oportunidade de treinar mais, mas continuo achando que nosso barco é competitivo?, disse Torben, de 45 anos, muito respeitado entre os iatistas da vela oceânica, e o responsável por um projeto de R$ 15 milhões. Os barcos holandeses (são dois), desenhados para ventos fortes, são os dois único projetos diferentes entre os sete veleiros que estarão na volta. O Brasil 1 e os demais barcos têm projeto do neozelandês Bruce Farr. ?Não vejo grandes diferenças nos veleiros que têm o mesmo desenho que o nosso.?As in-port races, como a de Sanxenxo, são uma novidade. Os sete veleiros (barcos de 21,5 metros) disputam uma regata com raias definidas, que valem pontos para a classificação, no formato de provas olímpicas. ?Aqui, o vento é inconstante e esta será uma regata com muitas manobras, num barco que é difícil de manobrar com uma tripulação desse tamanho (dez integrantes), reduzida?, observa, sobre a abertura.Os sindicatos (como são chamadas as equipes) da Espanha, o Movistar, e da Holanda, o ABN Amro 1, estão mais bem preparados em comparação aos outros cinco veleiros ? o Brasil 1 e os representantes de Holanda (segundo barco), Suécia, Austrália e dos Estados Unidos. Mas Torben acredita que todos optarão por uma regata conservadora. ?Todos querem evitar qualquer tipo de dano no barco porque a outra regata, do dia 12, será em seguida, e longa.? Embora não ache que o vencedor da regata in-port poderá ser considerado o favorito da volta ao mundo observa que ?não será um retrato fiel, mas uma indicação?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.