Torcedor acusado segue vida normal

O corintiano Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, de 21 anos, acusado de ter dado o tiro que matou o palmeirense Diogo Lima Borges, numa briga de torcidas na Estação Tatuapé de Metrô, no domingo passado, antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians, segue levando uma vida praticamente normal. Continua trabalhando como eletricista, estuda logística à noite numa faculdade em Guarulhos e deve votar domingo no referendo sobre as armas no País.?Ele não foi preso por causa do referendo. Não tem sentido ele não votar?, disse o advogado de Rodrigo, Ricardo Cabral, que garantiu que seu cliente não corre risco de ser preso na terça-feira, quando termina o prazo que veta a prisão de qualquer pessoa cinco dias antes e dois depois de uma eleição no País. ?Dificilmente ele terá a prisão preventiva pedida. Ele se apresentou à polícia, é primário e não há indícios contra ele?, defendeu o advogado, que proibiu entrevistas de seu cliente. Inclusive, na quinta-feira, quando se apresentou à Polícia, o acusado não prestou depoimento, pedindo para responder em juízo. ?Vamos procurar um momento oportuno para dar esclarecimentos?, justificou Ricardo Cabral.O advogado foi nesta sexta-feira à delegacia para se informar dos depoimentos da testemunhas. ?Vou estudar o caso no final de semana. É um processo extenso, com 150 páginas?, revelou Ricardo Cabral.Enquanto isso, Rodrigo ainda não foi expulso da Gaviões da Fiel, que nesta sexta-feira divulgou uma nota confirmando a exclusão de nove associados que foram identificados nas fitas de vídeo entre os participantes da briga no Metrô. A torcida não encontrou a ficha de filiação do suspeito. ?Se ele for da Gaviões, será suspenso?, prometeu Wildner Rocha, vice-presidente da organizada.

Agencia Estado,

21 de outubro de 2005 | 20h55

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