Nilton Fukuda|Estadão
Nilton Fukuda|Estadão

Torcedor agora verá um Palmeiras compacto e com a bola nos pés

Marcelo Oliveira se rende ao óbvio: com posse time atacará mais

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

07 de março de 2016 | 07h00

Marcelo Oliveira relutou em mexer no Palmeiras. Não queria mudar seus pensamentos sobre posicionamento e esquema. O sufoco diante do Rosario Central mexeu com o treinador e, agora, o palmeirense verá um time diferente. Aquele que abusava da velocidade vai ser ainda rápido, mas valorizando mais a posse de bola.

"Gostei da produção (contra o Capivariano). Estando mais com a bola podemos atacar bastante", enfatiza o treinador, já revelando como será a tendência do confronto de quarta-feira diante do Nacional-URU, pela Libertadores.

Desde sábado o técnico vem ensaiando uma equipe mais compacta e sem pressa para finalizar as jogadas. Capricho virou a palavra chave. Todos têm de valorizar a posse de bola e mostrar eficiência na hora do passe. Um pouco disso foi mostrado neste domingo.

"Faltou apenas capricho na última bola. Mas vamos assim, galgando, pois será fundamental para trazer o torcedor para nos ajudar", prega o 'novo' Marcelo Oliveira. Ele sabe que andou decepcionando a torcida (estava lotando o Allianz Parque todo jogo e incentivando até o fim) com resultados e apresentações decepcionantes.

Compacto, o Palmeiras espera envolver os uruguaios e, ao mesmo tempo, fugir da retranca que deve ter pela frente. Serão dois dias aprimorando o esquema, que já agradou. "Os jogadores receberam bem", reconhece. Ganhar do Nacional se faz necessário para deixar o Palmeiras encaminhado na busca pela vaga nas oitavas da Libertadores. Abriria, por exemplo, cinco pontos dos uruguaios.

Elenco o Palmeiras tem. Destaques individuais também. Falta apenas evitar o efeito gangorra. Não é verdade Marcelo Oliveira? "Sim, precisamos ter regularidade, não apenas num tempo. Temos esse desafio de fazê-lo o jogo todo e já na quarta-feira". O torcedor merece pelo que vem fazendo há tempos pelo clube.

E se o técnico precisa de opções, ganhou Allione. O meia definiu na quarta, abriu o placar domingo e garante que está pronto para o que der e vier. "Quero jogar todas e estou trabalhando para ter chances. Quando todos vão bem, fazem belo jogo, é melhor para o treinador. Foi neste jogo e agora ele decide."

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