Kai Pfaffenbach/Reuters
Kai Pfaffenbach/Reuters

Torcedor argentino comete assédio na Rússia e é proibido de entrar nos estádios

No vídeo, que tem duração de nove segundos, Claudio Fitterer e um grupo de amigos conversam com uma mulher de traços orientais

Glauco de Pierri, enviado especial / Moscou, Estadão Conteúdo

23 Junho 2018 | 04h46

Em mais um vídeo que circulou por grupos de WhattsApp e que também se espalhou pelas redes sociais, um homem vestido com a camisa da seleção da Argentina comete assédio contra uma mulher na Copa do Mundo da Rússia. Mas o caso não passou em branco. Indignada, a ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, anunciou em sua conta no Twitter que o torcedor, identificado como Claudio Fitterer, está impedido de entrar nos estádios durante o mundial.

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"Como Penovi (Néstor Fernando Penovi, primeiro argentino identificado e que há alguns dias também cometeu assédio contra uma adolescente russa), Claudio Fitterer se aproveitou de uma mulher para dirigir palavrões e ainda transmitiu ao vivo. Nós acabamos de entrar na base de dados para que, como outros 3 mil torcedores, ele seja impedido de entrar nos estádios durante a Copa do Mundo da Rússia", escreveu a ministra em sua conta na rede social.

No vídeo, que tem duração de nove segundos, Claudio e um grupo de amigos conversam com uma mulher de traços orientais. O argentino então pede para que ela repita palavras obscenas. A garota não entende, mas acaba repetindo duas frases de cunho sexual. Depois, o torcedor dá risada e ainda a abraça.

De acordo com o jornal argentino La Nación, Claudio viajou para acompanhar a Copa com um grupo de amigos da cidade de Bahía Blanca, que fica a 650 quilômetros de Buenos Aires, capital do país.

Além dos argentinos, brasileiros, colombianos e outros torcedores da América Latina cometeram os mesmos tipos de assédio. Em entrevista publicada no Estado, a advogada e ativista russa Alena Popova criticou muito os casos. "Quando você vem ao nosso país, deve se comportar de forma civilizada. Você deve ter mais informações sobre nossa cultura e nossa lei e não pode humilhar nenhuma pessoa em seu entorno. O que eu vi nesse vídeo é que os russos são muito gentis, acolhedores, todos sorriem e tentam ser boas pessoas. E quando se comportam dessa forma, esmagam nossa gentileza", diz Alena.

Ela iniciou uma petição que, até sexta-feira, contava com mais de 26 mil assinaturas, pedindo que todos os responsáveis por assédios durante a Copa do Mundo da Rússia fossem punidos.

De volta à Argentina. Néstor Fernando Penovi desembarcou no início da noite de sexta-feira em Buenos Aires. Cercado por jornalistas logo ainda no saguão do Aeroporto Internacional de Ezeiza, mais uma vez ele pediu desculpas, e acabou sendo repreendido por uma mulher.

 

"Estávamos fazendo piadas em vários idiomas, pois havia gente de vários países. A menina chegou perto e pediu para tirarmos uma foto porque estávamos com a camiseta da Argentina. Fizemos a foto, depois fizemos esse vídeo e eu nem vi as imagens. Como fizemos, eu mandei por WhattsApp", afirmou, enquanto levava uma bronca de uma mulher. "Eu peço perdão à menina, ao povo russo, ao povo argentino, para todos. Estou muito arrependido", finalizou.

 

 

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