Torcedor baleado no interior de SP deixa UTI e acusa PM de disparar tiro

Palmeirense foi atingido antes do jogo entre Palmeiras e Corinthians, em Presidente Prudente

Sandro Villar, de Presidente Prudente,

17 de setembro de 2011 | 19h13

PRESIDENTE PRUDENTE - Depois de 19 dias, o torcedor palmeirense Roberto Vieira de Castro, de 21 anos, deixou neste fim de semana a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Presidente Prudente, no extremo oeste paulista. Ele foi baleado no dia 28 de agosto, momentos antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians.

 

Ele, no entanto, continua internado, recuperando-se de cirurgia no fêmur. Castro, que trabalha como auxiliar de laboratório e mora em Itapetininga, foi ouvido pela polícia após sair da UTI. Ele acusou a Polícia Militar de disparar tiros contra torcedores, confirmando o que já havia dito outro torcedor, o paulistano Lucas Alvez Lezo, de 21 anos, ferido na perna. Os tiros foram disparados antes do clássico no Estádio Eduardo José Farah, o Prudentão.

 

O auxiliar de laboratório foi atingido no glúteo direito. A bala perfurou a barriga e danificou o fêmur, estilhaçando o osso. A família está preocupada. É que o rapaz, que deverá fazer fisioterapia por um ano, corre o risco de ter dificuldades para caminhar. Além de pinos e placas, o uso de uma prótese não está descartado. Depois do tumulto, a PM encontrou duas cápsulas deflagradas de calibre 12 perto do estádio. Se ficar provado o envolvimento de policiais militares, eles serão punidos até com expulsão. A PM tem prazo até o dia 8 de outubro para concluir o inquérito. A Polícia Civil também investiga o caso.

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