Torcedor banido por briga em Brasília dribla veto e vai a jogo do Corinthians

Ex-preso em Oruro e um dos 'brigões' no Mané Garrincha, Leandro Silva de Oliveira deveria ficar longe de estádios até 27 de novembro

Raphael Ramos, O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2013 | 08h10

SÃO PAULO - Menos de dois meses depois de brigar com vascaínos no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, Leandro Silva de Oliveira está de volta aos estádios. Conhecido como Soldado, o torcedor do Corinthians, que esteve preso na Bolívia, acusado de participação na morte do jovem Kevin Espada - e foi solto por falta de provas -, assistiu à queda do Alvinegro na Copa do Brasil, diante do Grêmio, quarta-feira, em Porto Alegre, desrespeitando resolução que o proíbe de entrar nos estádios até o dia 27 de novembro.

Por meio de vídeos de emissoras de tevê, o Estado identificou Oliveira na arquibancada da Arena do Grêmio com uma camisa da Gaviões da Fiel, organizada da qual ele é associado e foi suspenso após se envolver na briga com os vascaínos. Próximos a Oliveira estão Wagner da Costa e Rodrigo de Azevedo Fonseca, presidente e vice da facção, respectivamente.

Em 27 de agosto, dois dias depois da briga no Mané Garrincha e de o Estado ter revelado a participação de Oliveira na confusão, a Federação Paulista de Futebol (FPF)) baixou uma resolução proibindo a entrada do torcedor nos estádios paulistas por 90 dias. O ofício foi encaminhado para as outras 26 federações estaduais com a orientação de que Oliveira também fosse obrigado a cumprir a punição fora de São Paulo. Assim, o torcedor estaria vetado em todos os estádios do Brasil.

"Mandamos essa resolução para todas as federações e cada uma tem um procedimento próprio para colocá-la em prática. Não temos como saber se elas vão conseguir ou não impedir a entrada do torcedor nos estádios", disse o coronel Marcos Marinho, diretor do Departamento de Segurança e Prevenção da FPF.

Luiz Fernando Costa, diretor jurídico da Federação Gaúcha de Futebol, defende-se alegando que repassa à Brigada Militar e ao Ministério Público resoluções proibindo a entrada de torcedores e que cabe a esses dois órgãos fiscalizar o ingresso nos estádios do Rio Grande do Sul. "Não tenho como fazer o controle de quem assiste aos jogos, por isso o procedimento é encaminhar a questão à Brigada Militar e ao MP", explicou Costa.

O delegado Marco Antônio de Almeida, do 5.º DP de Brasília e responsável pela investigação da briga no Mané Garrincha, anunciou em agosto que iria indiciar Oliveira. Por ter infringido o artigo 41 do Estatuto do Torcedor, Oliveira poderia ficar até três anos proibido de entrar nos estádios do País. Procurado pelo Estado na quinta-feira, o delegado disse que não concederia entrevista. A diretoria da Gaviões da Fiel também não se pronunciou sobre a presença de Oliveira na Arena do Grêmio vestindo camisa da facção.

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