Torcedor corintiano que disparou sinalizador se apresenta à Justiça

O menor, de 17 anos, vai assumir que soltou o artefato que matou um garoto boliviano em Oruro

AE, Agência Estado

25 de fevereiro de 2013 | 15h21

SÃO PAULO - O corintiano, de 17 anos, que alegou ter sido o autor do disparo do sinalizador que matou um torcedor do San José na última quarta, em Oruro, durante partida entre o clube paulista e o boliviano pela Libertadores, se apresentou à Justiça na tarde desta segunda-feira na Vara de Infância e da Juventude de Guarulhos com a intenção de confessar a sua responsabilidade pelo ato.

Ele vai prestar depoimento ao juiz Daniel Issler e dizer que não teve a intenção de matar o boliviano. Dirá que não soube como manusear o sinalizador e que jamais pensou em mirá-lo para a torcida do San José.

Cinegrafistas, fotógrafos, repórteres e curiosos se aglomeraram em frente ao local para aguardar a chegada do corintiano, que estava com o rosto coberto. Ele estava acompanhado por Ricardo Cabral, advogado da torcida organizada Gaviões da Fiel.

O jovem corintiano declarou, em entrevista veiculada pela TV Globo no último domingo, ser o responsável pelo incidente. Ele alegou, porém, que se atrapalhou com o artefato e que não tinha intenção de matar

Com a confissão, a expectativa do advogado é para que os 12 torcedores que estão detidos na Bolívia desde a morte de Kevin Douglas Beltrán Espada sejam liberados com a confissão. Além disso, existe a esperança de que a Conmebol aceite o recurso apresentado pelo Corinthians para anular a liminar que proíbe a presença de torcedores do clube nos jogos da Libertadores durante 60 dias.

Logo no início da partida entre San José e Corinthians, um sinalizador foi lançado da torcida do time brasileiro e atingiu o boliviano de 14 anos, que morreu na hora. Os 12 torcedores corintianos detidos seguem no Presídio San Pedro, em Oruro, acusados pelo homicídio de Kevin. Dois deles, Cleuter Barreto Barros e Leandro Silva de Oliveira, foram indiciados por assassinato. Os outros 10 foram indiciados como cúmplices do crime.

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