Diego Vara/Reuters
Diego Vara/Reuters

Torcedor do Grêmio segue no CTI após crise respiratória sofrida em final

Fernando Elias Giugiolini Grechi, de 33 anos, teve problema decorrente do estresse e da inalação da fumaça de sinalizadores

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2017 | 18h20

Um torcedor do Grêmio está internado deste a noite de 22 de novembro, data da primeira partida da final da Libertadores da América, no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre. Com doença respiratória crônica, ele teve uma grave crise de asma na Arena do Grêmio, agravada pelo estresse provocado pelo jogo e pela inalação da fumaça de sinalizadores.

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Fernando Elias Giugiolini Grechi, de 33 anos, chegou ao hospital ainda no primeiro tempo da partida diante do Lanús. Foi encaminhado diretamente ao CTI e está recebendo tratamento intensivo desde então. Três semanas depois, seu quadro de saúde permanece grave, mas evoluindo. Os médicos acreditam que ele precisará ficar no local por pelo menos mais dez dias.

"O Fernando está evoluindo bem, com um suporte intensivo mais leve", disse ao Estado o médico Willian Victor Lissa Dalpra, coordenador da CTI Adulto do Hospital Conceição. "Ele está agora numa fase de convalescença do quadro grave que ele teve."

Segundo o médico, o torcedor possui uma doença respiratória crônica, que foi agravada pelo ambiente do estádio. "Ele vinha num tratamento irregular, com acompanhamento médico muito ruim, e, claro, foi exposto a um ambiente muito propício à descompensação de seu problema respiratório. Era um ambiente relativamente fechado, com estresse físico e emocional. Teve também a questão da fumaça dos sinalizadores. É um contexto todo muito ruim para quem tem problema respiratório", explicou Dalpra.

De acordo com o médico, não é possível estabelecer uma relação direta da crise respiratória com a fumaça do sinalizador. "Mas que foi um contribuinte, foi", sustentou o coordenador da CTI. Ele aproveitou para fazer um alerta. "Embora a gente não possa fazer uma relação causal entre a fumaça do sinalizador e o quadro do Fernando, eu acho que especificamente para esse tipo de paciente, com doenças respiratórias, a exposição à fumaça, a esse conteúdo tóxico, é muito ruim. Ela é desaconselhada, no mínimo."

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