Torcedor do Palmeiras envolvido em confusão tem alta e é detido

Torcedor do Palmeiras envolvido em confusão tem alta e é detido

Anderson Ricardo Figueiredo Veras recebe alta do Pronto Socorro e foi levado para o Centro de Detenção em São Bernardo do Campo

Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2014 | 09h55

Após se recuperar de múltiplas escoriações pelo corpo e trauma na face, o palmeirense Anderson Ricardo Figueiredo Veras teve alta do Pronto Socorro Central, em São Bernardo do Campo na segunda-feira, e foi encaminhado para o 2º Distrito Policial da cidade, que está investigando a briga entre torcedores do Palmeiras e do Santos, na Rodovia Anchieta, no domingo. Logo após prestar depoimento, o rapaz de 25 anos foi levado para o Centro de Detenção Provisória no mesmo município.

Veras se junta a outros quatro palmeirenses que também foram detidos. Eles responderão por associação criminosa e também por promover tumulto. Na confusão, que ocorreu por volta de meio dia, os torcedores do clube alviverde estão sendo acusados de ter armado uma emboscada para brigar com membros da Torcida Jovem, se dirigiam ao Estádio do Pacaembu de ônibus para o clássico pelo Campeonato Brasileiro.

Na confusão, o palmeirense Leonardo da Mata Santos, de 21 anos, morreu após ser atropelado por um veículo guiado pelo santista André Maceno Apocalipse, que ainda é aguardado no 2º DP de São Bernardo nesta terça-feira para se entregar à Polícia e prestar depoimento.

O enterro de Leonardo ocorreu na manhã desta terça-feira no Cemitério Parque Cerejeira, na zona sul de São Paulo. Testemunhas afirmaram que mais de 100 pessoas invadiram a pista da rodovia para impedir a passagem do ônibus com os santistas. Com os palmeirenses foram apreendidos cinco rojões, 44 pedaços de madeira, seis pedras, um osso e uma faca.

Um dos indiciados chegou a enviar mensagens pelo celular confirmando que estava na briga e quase tomou um tiro. “Eles vieram com a intenção de partir para o confronto e fazer uma agressão. Temos mensagens obtidas nos celulares dos indiciados com toda a trama arquitetada entre eles”, disse o delegado Luís Jesus de Castro, do 2.º DP de São Bernardo.

Dois carros acompanhavam os ônibus com os torcedores santistas. Um deles, da marca Audi, e conduzido por André, teria atropelado seis palmeirenses, entre eles Leonardo. O outro automóvel é um Meriva. A polícia ainda tenta identificar o motorista e outros ocupantes do veículo para saber se eles são torcedores ou apenas turistas que estavam subindo a Serra do Mar. Os ônibus que levavam os santistas não eram escoltados pela polícia – a Torcida Jovem não solicitou o serviço.

Outro torcedor envolvido no confronto, Eli Simão da Silva, pode ser o sétimo indiciado por participar do ataque contra os santistas. Ele está internado na UTI do Hospital das Clínicas em estado grave e corre o risco de morrer. Segundo informações da assessoria de imprensa do hospital, o torcedor chegou às 13h45.

Atropelado, Eli sofreu traumas no crânio e no abdômen, além de fraturas na face, na perna esquerda e no braço esquerdo. Ele está sedado e respira com a ajuda de aparelhos.

A polícia investiga a hipótese de a briga de domingo ter sido uma vingança. No dia 17 de julho, quando Palmeiras e Santos se enfrentaram na Vila, no primeiro turno do Brasileiro, santistas foram acusados de armar uma emboscada na Baixada.

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