Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE
Werther Santana / Estadão
Werther Santana / Estadão

Apaixonado pelo São Paulo, neto de Dener quer comemorar 1º título

Aos dez anos, Rafael sonha em seguir os passos do avô no futebol e quer jogar na equipe tricolor

Toni Assis, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2021 | 05h00

Assim que o juiz autorizar o início da partida entre São Paulo e Palmeiras, neste domingo às 16h, no Morumbi, os olhos do menino Rafael vão estar vidrados na televisão. O uniforme completo, já devidamente separado pela mãe, vai ser o traje obrigatório durante os 90 minutos. E o grito de campeão é o desfecho que Rafael espera realizar fazendo a festa com os familiares.

Neto de Dener, um dos maiores jogadores da história da Portuguesa e do futebol brasileiro e que morreu precocemente num trágico acidente de carro no Rio de Janeiro, em 1994, quando defendia as cores do Vasco, o menino de dez anos tem dois sonhos: tornar-se jogador de futebol como o avô e defender as cores do São Paulo, o seu clube do seu coração. “Eu amo futebol e o meu ídolo é o meu avô. Eu sempre procuro no YouTube as jogadas que ele fazia para tentar imitar e repetir no jogo. E o meu outro sonho é um dia poder jogar no São Paulo”, afirmou o menino, que é filho de Felipe Augusto, de 28 anos, o segundo dos três filhos que Dener teve com a esposa Luciana Gabino – os outros são Dênis Henrique (31), o mais velho, e Dener Matheus (27).

Aos dez anos, Rafael nunca viu o seu time do coração levantar uma taça. Em 2012, ano do último título são-paulino (Copa Sul-Americana), ele ainda era um bebê de colo. Além do jejum de conquistas, o neto de Dener tem um outro desejo: assistir a uma partida do seu time de coração nas arquibancadas do Morumbi. Fã de Hernán Crespo, ele acha que o clube, agora, é o grande favorito para voltar a ser campeão.

“Eu gostava muito do Fernando Diniz, sabe. Mas o Crespo tem uma mentalidade mais vencedora. Trabalha melhor o ataque. Deve ser porque ele jogou na Europa e disputou várias Copas do Mundo. Acho que o São Paulo tem tudo para ser campeão”, disse o neto de Dener.

A escassez de títulos que o clube do Morumbi vem enfrentando na última década não foi suficiente para diminuir a paixão de Rafael pelo São Paulo. Influenciado pelos pais, ele afirma jamais ter pensado em torcer para outro time no Brasil. “Sempre tive esperança de que as coisas iriam melhorar. Acho que esse período sem títulos só fortaleceu meu amor pelo clube. No meu colégio tem muito corintiano, mas eles sempre me respeitaram”, garantiu.

Antes fã de futebol internacional e especialmente do Barcelona, Rafael se viu definitivamente ligado ao São Paulo de uns tempos para cá. “Antes eu gostava muito do Mbappé. Acompanhava o Barcelona e alguns times da Itália e da Inglaterra. Mas agora estou vendo os jogos daqui e estou gostando muito do Daniel Alves e do Luciano. Eles estão jogando demais”, falou Rafael.

Apesar da pouca idade, o neto de Dener já tem rodagem nas quadras e nos campeonatos infantis promovidos pela região. Versátil e de drible fácil, ele é sempre convidado para reforçar os times em jogos nos finais de semana. “Na quadra eu gosto de jogar de ala porque eu tenho velocidade e gosto de driblar. Mas às vezes, quando o jogo está muito pesado, eu costumo ficar no banco. No campo eles me colocam como meia. Mas eu gosto de ir sempre para o ataque”, afirmou o garoto que entre os colegas carrega o apelido de “Menino Chapeleiro”.

Rafael já faz um trabalho com um personal, onde tem aulas três vezes por semana. Nestas atividades, ele trabalha o condicionamento físico e cuida da parte técnica. Fundamentos como domínio de bola, passe e chute também são aprimorados. Antes da pandemia, ele estava no futsal da Portuguesa, mas com a paralisação das atividades esportivas, dona Marlene, avó de Rafael, não sabe se ele vai continuar a jogar no clube do Canindé.

“Não sabemos se o Rafael vai seguir lá (Portuguesa). Mas agora os campeonatos das crianças estão voltando e ele logo deve ser chamado para jogar em outros times. Ele é muito requisitado porque joga muito bem”, disse a avó.

Com uma coleção de medalhas em sua casa, Rafael tem até um jogo especial em que foi destaque e que não sai de sua memória. “Estava no time do M10 e fizemos dois jogos contra o Santo André no futsal. No primeiro jogo, ganhamos de 2 a 1. Na partida de volta, vencemos por 1 a 0 e eu fiz o gol da vitória”, comentou o garoto.

Em meio à expectativa que sempre é criada em torno de Rafael pelo fato de ser neto do Dener, a mãe Stéfani trata o assunto com simplicidade. “O que eu quero é que ele seja feliz. Enquanto ele estiver se divertindo, tudo vai estar bem”, declarou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.