Divulgação/Chute Inicial Corinthians
Divulgação/Chute Inicial Corinthians

Torcedor é preso após chamar jogador do Sub-17 de macaco

Vítima do caso ocorrido em Guaxupé é atacante do Corinthians

Rene Moreira - Especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

13 de julho de 2015 | 11h30

Policiais militares detiveram neste domingo, um torcedor por injúria racial. Ele teria chamado um atacante do Corinthians de "macaco" durante partida do Sub-17. A ofensa ocorreu no jogo válido pela 2ª rodada do Grupo 6 da Taça BH, em Guaxupé (MG), entre a equipe paulista e a Sociedade Esportiva Guaxupé. 

O placar do jogo terminou em 7 a 0 para o Corinthians e a confusão aconteceu no segundo tempo, envolvendo o atacante Miullen Nathã, principal destaque do time paulista. O jogador também atua na aeleção brasileira Sub-17 e ao ser ouvido pela polícia alegou que não viu quem o xingou, apenas ouviu a ofensa. A diretoria do Corinthians não quis prestar queixa policial, sendo o torcedor de 34 anos liberado após ser levado à delegacia. Ele confirmou ter falado algo para os jogadores em geral, mas negou o teor racista das palavras. O caso, porém, será objeto de investigação por parte da Polícia Civil de Varginha.

O atleta de 17 anos foi ouvido pela polícia ainda no vestiário do Estádio Carlos Costa Monteiro e contou ter avisado ao árbitro Marcos Aurélio Fazekas sobre o problema. O acusado, das iniciais E.R.M., trabalha como vendedor na cidade. De acordo com a ocorrência, o torcedor estava na companhia do filho e teria gritado: "O que você está rindo, seu macaco!", em referência à postura do jogador do Corinthians após o resultado. Outros presentes ao jogo teriam indicado o autor do xingamento aos policiais que fizeram a detenção.

Houve um princípio de tumulto e, de acordo com o tenente Márcio Teófilo Nunes, da PM de Minas, a situação foi controlada e o suspeito retirado do local. O atleta foi orientado pela comissão técnica do clube a não comentar sobre o insulto. Antes de deixar o vestiário, ele ainda tirou fotos com torcedores e deu autógrafos. "Estou tranquilo, está tudo bem...", se limitou a dizer. O caso foi registrado na 18ª Delegacia Regional de Segurança Pública.

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