Torcedor já teme a saída de Robinho

Acostumados com as saídas de tantos jogadores ao mesmo tempo em que a diretoria desmentia essas notícias, os torcedores santistas já começam a acreditar que não verão o seu maior ídolo atual jogando com a camisa do Santos no ano que vem. A história vivida por Diego, Renato, Paulo Almeida e muitos outros atletas que deixaram a Vila Belmiro está se repetindo: em Portugal, já se dá como certa a transferência do atacante para o Benfica, enquanto em Santos a diretoria desmente a transação.O presidente Marcelo Teixeira não conversou nesta quinta-feira com os jornalistas, mas avisou pela sua assessoria de imprensa que "o assunto é caso encerrado e que nem mais queria ouvir falar na saída de Robinho ou de qualquer outro jogador". Mesmo que o negócio esteja fechado, Teixeira continuará desmentindo até o fim, especialmente nesse caso, já que Robinho é o maior ídolo do time, que perdeu Diego em agosto também para o futebol português. A oposição à saída do atacante será grande, com reflexos nas eleições do clube previstas para o ano que vem.Ao mesmo tempo, o diretor de comunicação do Benfica, Carlos Garcia, acompanhava a posição do presidente santista, desmentindo que o clube português já tivesse assinado contrato com o atacante. Também o procurador do atleta, Wagner Ribeiro, desmentiu que a transação tivesse sido efetivada no Rio de Janeiro, depois do jogo entre Santos e Flamengo, entendendo a informação vinda de Portugal como um blefe. Segundo ele, a proposta apresentada pelo Benfica foi verbal e nada de oficial foi encaminhado.Segundo as informações divulgadas em Lisboa, Robinho já teria acertado contrato por cinco anos e meio, com salário anual de 1,3 milhão de euros. Ele jogaria os primeiros 18 meses no Benfica e, ainda na vigência do contrato, seria transferido para o inglês Chelsea ou para o holandês PSV. A compra dos direitos federativos do atacante estaria sendo feita por um grupo de empresários, disposto a desembolsar 13,5 milhões de euros.No começo das negociações, falava-se em 20 milhões de euros e há especulação no sentido de que os 13,5 milhões poderiam ser a parte do clube, que detém 60% dos direitos. Os 30% do jogador e os 10% do procurador Wagner Ribeiro podem estar sendo negociados à parte.

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