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Torcedor latino de futebol gosta mesmo é de ganhar e conquistar

É uma das conclusões de pesquisa em cinco países, como Brasil

O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2015 | 11h44

Pesquisa feita pela Havas Sports & Entertainment's sobre a paixão do torcedor latino-americano pelo futebol revela diferentes comportamentos e sentimentos em cinco países diferentes: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México. O trabalho teve como proposta entender a relação dos torcedores de futebol com clubes e seleção, além das marcas dos patrocinadores. O estudo entrevistou 21 mil pessoas em 16 países ao todo, em 2014, durante a Copa do Mundo e neste ano durante a Liga dos Campeões.

Nos países latinos, três logicos dessa paixão se destacaram entre os pesquisados em relação ao comportamento global do torcedor comum. O primeiro deles diz respeito ao orgulho do torcedor com as conquistas e vitórias em campo. Um terço dos latinos estão no futebol para sentir esse gostinho, isso equivale a 19% a mais do que a média mundial. Vencer para essa gente é fundamental.

A segunda lógica que move os seguidores do futebol é o que os pesquisadores definiram como 'imersão'. São torcedores que se envolvem pela paixão. O sentimento está presente em 29% dos fãs - 12% a mais que a média global. São torcedores que não resistem ao apelo de uma partida e se envolvem até a alma com os jogos. A terceira lógica apontada pelo trabalho diz respeito a torcedores que gostam do futebol a ponto de praticar a modalidade e procurar jogos virtuais.

Há uma outra fatia dos entrevistados que se relaciona com o futebol por causa de sua história, dos craques do passado e das partidas memoráveis. São os chamados 'guardiões' do futebol. Essa gente valoriza mais o futebol de seu respectivo clube do que o da própria seleção de seu país. Acompanham os times pelos noticiários e consomem suas marcas. Sobre esses parceiros dos clubes, que ajudam a bancar salários de bons jogadores, o torcedor latino-americano entrevistado, em sua maioria, 55%, acredita que o futebol pode melhorar a imagem de uma empresa, isso equivale a 22% a mais do que a média mundial.

Os entrevistados na pesquisa, entre 13 e 65 anos, foram envolvidos com questionários on-line. Houve ainda um monitoramento pelo Twitter durante a Copa e a Ligas dos Campeões. Cerca de 9 milhões de tweests foram analisados. As pesquisas de rua foram feitas em bares, estádios, residências e eventos.


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