Torcedor santista sofre para protestar contra Marcelo Teixeira

Renato de Azevedo Silva leva faixa na partida do Santos diante do Náutico, válida pela última rodada do Brasileiro

AE, Agência Estado

14 de dezembro de 2008 | 10h27

Renato de Azevedo Silva, ex-candidato ao Conselho Deliberativo do Santos pela oposição, teve a idéia de levar uma faixa de protesto ao último jogo do time em 2008, contra o Náutico. Ele queria manifestar sua indignação com a fraca campanha do time na temporada e com os problemas financeiros do clube. Não imaginava que seria tão difícil. "Segui todas as normas para entrar com a faixa na Vila, mas foi bem complicado", revela o torcedor, de 46 anos.Veja também:Santos renova o contrato do técnico Márcio Fernandes Tabela e calendário do PaulistãoE foi difícil por causa da pressão feita por integrantes da diretoria santista para que a faixa não fosse autorizada. A mensagem era de apenas uma palavra: "Incompetente", com o "m" e o "t" pintados de vermelho, em alusão às iniciais do presidente Marcelo Teixeira.A saga começou na quarta-feira, dia 3, quatro dias antes da partida. "Eu fui ao 6º BPMI (Batalhão da Polícia Militar do Interior) às 11 horas com um ofício pedindo a autorização para levar a faixa", lembra Renato. Ali começou a "negociação". Sem resposta para a solicitação por dois dias seguidos, ele voltou ao Batalhão na sexta-feira, às 18 horas. Descobriu que o pedido havia sido indeferido. "Não me deram nenhuma explicação. Só disseram que havia sido indeferido", afirma.Renato insistiu, apelando até ao artigo 5º da Constituição Federal, que diz ser livre o direito à manifestação e à liberdade. Em conversa com o capitão Edson Suezawa, que estava encarregado de responder ao pedido, o associado teve de fazer concessões para que a faixa fosse autorizada. A idéia original era que ela tivesse 13 metros. Ficou decidido que teria apenas sete. E ela só poderia ficar aberta por 30 minutos, antes da partida."Acho que a intenção era impedir que as câmeras que iam transmitir o jogo ao vivo a focalizassem", argumentou Renato. Mas a novela não havia acabado. No dia da partida, policiais tentaram impedir Renato de colocar a faixa e assessores do presidente queriam arrancá-la na marra. "Queriam até me levar para conversar pessoalmente com o Teixeira. Eu não tenho nada para falar com ele. Como torcedor e associado, tenho direito de protestar", conta Renato. A reportagem tentou falar com os responsáveis pelo 6º BPMI, mas não conseguiu contato.Essa não foi a primeira situação polêmica em que Renato se envolveu. Em 98, ele foi ao CT reclamar das atuações de Viola. O pedaço de papel com a frase "Viola, joga bola" revoltou o atacante, que tentou agredir o torcedor.

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