Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Torcedor símbolo da seleção, Gaúcho da Copa morre aos 60 anos

Clóvis Acosta Fernandes lutava contra um câncer nos rins

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2015 | 11h01

Considerado um torcedor símbolo da seleção brasileira, Clóvis Acosta Fernandes, conhecido como o "Gaúcho da Copa", faleceu nesta quarta-feira aos 60 anos em Porto Alegre. Ele lutava contra um câncer nos rins havia nove anos. "Ele escolheu morrer um dia após o aniversário do Grêmio e na Semana Farroupilha. Ele era gremista fanático", disse o filho Frank Damasceno Fernandes em entrevista à Rádio Gaúcha

O "Gaúcho da Copa" se tornou símbolo da seleção após acompanhar a equipe em inúmeras competições desde 1990. Foram sete Copas do Mundo e passagens por 66 países. Na Copa América disputada neste ano, no Chile, a reportagem do Estado o encontrou na cidade de Santiago. A partida contra a Colômbia, ainda na fase de grupos, foi o 160º jogo que assistiu da equipe nacional. 

Na Copa de 2014, a foto na qual entregou uma réplica da taça Fifa, símbolo inseparável de suas viagens, para uma torcedora alemã, tornou-se a imagem do Mundial no exterior. Foi uma passagem simbólica do bastão após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão. "Deus não me deu a Copa do Mundo, mas me fez famoso", conformou-se. 

Além da medicação que tomava três vezes ao dia e da quimioterapia, o "Gaúcho da Copa" afirmava durante a Copa América que acompanhar a seleção era o melhor tratamento que poderia realizar.

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