Torcedora do Grêmio diz que não concorda com a punição ao clube

Patrícia Moreira admite, porém, que a decisão do STJD no caso de racismo pode mudar a atitude de alguns torcedores nos estádios

O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2014 | 12h23

A torcedora do Grêmio flagrada xingando o goleiro Aranha voltou a comentar sobre os atos racistas cometidos no último dia 28. Patrícia Moreira afirmou nesta terça-feira pela manhã, em entrevista ao programa Encontro, da Rede Globo, que não concorda com a punição imposta ao clube gaúcho pelo STJD. "Não achei legal a punição do Grêmio, de ser expulso da Copa do Brasil", disse.

Patrícia, no entanto, admitiu que a decisão do Tribunal Desportivo pode mudar a atitude de alguns torcedores que vão aos estádios brasileiros. "Eu pensaria agora duas vezes, mas não fui só eu (que xingou). Outras pessoas também fizeram isso", afirmou, emocionada. A torcedora pediu novamente desculpas ao goleiro do Santos. Segundo ela, o ato ocorreu por impulso, quando o Grêmio perdia por 2 a 0. "Fui junto com a torcida. Não quis ofender o Aranha. Eu estava longe do grupo, só escutei a palavra macaco."

Em mais uma retratação pública, Patrícia chegou a dizer que, se pudesse, abraçaria o goleiro santista. "Eu quero que ele conheça a pessoa que eu sou e não a torcedora que ele viu naquele momento. Não sou uma pessoa ruim", frisou, mostrando-se a favor das campanhas antirracistas nos estádios do País. De acordo com a torcedora, as ameaças contra a família dela continuam em Porto Alegre, onde mora. "Sinto-me arrependida e com medo também, estou sendo ameaçada. Na minha casa eu não vou mais."

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