Torcedora do Grêmio volta a se defender e diz que perdeu vida social

Patrícia Moreira, flagrada chamando o goleiro Aranha de macaco, afirma que não é racista e que inclusive já se relacionou com negros

O Estado de S. Paulo

17 Setembro 2014 | 18h45

A torcedora Patrícia Moreira, flagrada chamando o goleiro Aranha de macaco durante jogo entre Grêmio e Santos,  no dia 28 de agosto, disse em entrevista ao jornal Zero Hora, de Porto Alegre,  que não é racista e que inclusive já se relacionou com negros. "Eu sei que não sou racista. Já fiquei com um cara negro. Eu estava levando muito em conta o fanatismo pelo Grêmio, só que nunca fui de ofender. A torcida do Grêmio não é racista, não é", disse.

Nesta quinta feira, às 20h30, o Grêmio recebe o Santos na Arena Grêmio, pela 22.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Será o retorno de Aranha ao estádio desde o dia em que foi chamado de "macaco" e "preto fedido" por um grupo de gremistas. Por causa do comportamento da sua torcida, o Grêmio foi excluído da Copa do Brasil pelo STJD.

Na mesma entrevista, torcedora também reclamou das ameaças que tem recebido nos últimos dias. "Perdi toda a minha vida social, não posso mais botar o nariz na rua. No dia do depoimento, quando fui entrar na delegacia, me senti uma assassina. Não pretendo ver o jogo (do Grêmio contra o Santos, na quinta). Torço para o Grêmio ganhar, levar os três pontinhos e para a gente entrar no G-4", afirmou.

Ainda de acordo com Patrícia, é comum a torcida do Grêmio, nos jogos na Arena, chamar jogadores negros de macaco. "Tinha várias pessoas chamando também, para o goleiro perder a atenção e o Grêmio fazer um gol. No meu pensamento, foi isso. Mas não sei dos outros, na minha cabeça foi isso. As pessoas estavam gritando e eu peguei e gritei também. Fui no embalo da torcida, no calor do jogo", disse

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