Torcedores cruzam mar para ver o Brasil

Boa parte da torcida brasileira que esteve hoje no Estádio Poljud, em Split, atravessou o Mar Adriático para ver a seleção jogar. São brasileiros que moram na Itália, ou estão passando férias no litoral croata ou enfrentaram algumas horas de estrada especialmente para assistir à partida. No primeiro caso estão, por exemplo, o mineiro Gideoni de Paula Barcelos, de 27 anos, operário em Varese, e sua mulher, Jasmin Mantovani. "Estamos passando férias em Zadar, a uns 150 quilômetros daqui. Quando soube do jogo da seleção, resolvi vir até aqui?, explicou Gideoni, que vestia uma camisa do Atlético Mineiro. "O meu Galo é que está mal.? O casal trouxe a filha Natália, de um ano e meio, que dormia tranqüila e profundamente no seu carrinho de bebê, enquanto os pais esperavam o momento de entrar no estádio tirando fotografias junto com os croatas responsáveis pela segurança no estádio - por sinal, todos vestiam camisas amarelas. Gideoni gastou 140 euros nos três ingressos - "até a Natália teve de pagar para entrar? -, mas entende que compensa. "Não é sempre que a gente pode ver o Brasil jogar?, afirmou o mineiro, há dois anos na Itália. Justamente para não perder essa oportunidade que o capixaba de Vitória, Alexandre Vaz, viajou nove horas e meia de carro desde Treviso, em companhia de um amigo, Lucas Perini. "Só para ver o Brasil jogar.E não fomos só nós. Do outro lado do estádio tem um monte de brasileiros que fizeram a mesma coisa: dois, três ou quatro em cada carro e pé na estrada?, disse Alexandre, que pela primeira vez assistiu a um jogo da seleção. Ele chegou à cidade algumas horas antes do início da partida e garantiu que, com gasolina, alimentação e o ingresso não chegou a gastar 200 euros. "A gente racha as despesas e no fim fica barato para todo mundo.? O Poljud recebe um excelente, animado e barulhento público. Duas horas antes do início da partida, os torcedores já faziam um barulho ensurdecedor, acompanhando com palmas e batendo uma na outra as bexigas distribuídas por um patrocinador das músicas selecionadas pelo serviço de som para ajudar na espera do espetáculo. Quando os nomes dos jogadores brasileiros foram anunciados, os croatas deram uma demonstração de esportividade, aplaudindo todos sem distinção. E um exemplo de civilidade foi dado pelos anfitriões durante a execução do Hino Nacional Brasileiro. Os croatas acompanharam marcando com palmas e aplaudiram entusiasticamente ao final. Antes do início da partida, o lateral-direito Cafu foi homenageado com uma camisa da Croácia com o número 140, a quantidade de jogos que ele completou pela seleção brasileira.

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