Torcedores desconfiados do Cianorte

Mesmo sendo a partida mais importante da história do Cianorte, a torcida, com raros gatos pingados, não estará no Pacaembu. Vários são os motivos. "Não vou por causa da violência, imagina se nosso time tira o Corinthians, a Gaviões da Fiel mata a gente", disse o comerciante João Rodrigues. "Eu estou tentando ir, mas não sei se meu patrão me libera", contou, domingo, o presidente da Ira do Leão, única torcida organizada do clube, Dorival Weverton. "Para ir para lá perdemos dois dias de trabalho, não é fácil", explicou. Estima-se entre duzentos e trezentos o número de torcedores da cidade que estarão no estádio. Outro desestímulo é dito em surdina por várias pessoas de Cianorte. Acreditam que se o jogo não estiver "vendido" para o Corinthians, o juiz (Lourival Dias Lima Filho) decidirá a partida em favor dos paulistanos. "Qualquer dividida vai ser falta para eles", reclamou o padre Orlando Paes de Camargo. Membros da torcida organizada põem em dúvida a seriedade dos dirigentes do clube paranaense. "De repente, aparece um jogador do Corinthians aqui, contratado. O time entrega quarta-feira e ganha alguma coisa em troca", acusou um integrante que prefere não se identificar.

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