Gabriela Biló|Estadão
Gabriela Biló|Estadão

Torcedores do Atlético Nacional vão até Chapecó para prestar solidariedade

Daniel Ojeda e Fernando Bolaños só devem deixar local após o velório

Daniel Batista e Gilberto Amendola, enviados especiais a Chapecó, O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2016 | 13h09

Em meio ao verde e branco das cores da Chapecoense, dois torcedores com uniformes parecidos com o do clube de Santa Catarina chamam a atenção pelo sotaque. Daniel Ojeda e Fernando Bolaños vivem, basicamente, de ir atrás do Atlético Nacional. E em decorrência da tragédia, deixaram de lado o amor pelo clube e foram até Chapecó prestar solidariedade aos "hermanos".

"Estou desde janeiro longe de casa, só seguindo o Atlético Nacional. Consigo chegar aos locais pedindo ajuda. Aqui mesmo, em Chapecó, consegui pedindo dinheiro na rua", disse Daniel, que anda com um cartaz escrito em português, em que pede ajuda para angariar recursos e manter sua tradição de viagens.

Os dois já estavam juntando dinheiro para o segundo jogo da final, que seria no estádio Couto Pereira, em Curitiba, na quarta-feira que vem, mas assim que souberam da tragédia, foram para Chapecó. "Chegamos aqui e fomos muito bem recebidos por todos. Estamos representando o povo colombiano", disse Fernando.

A dupla pretende ir embora da cidade catarinense somente após o velório, que irá ocorrer neste sábado. "Ficamos muito tristes, pois poderia ter acontecido com o nosso time e acredito que Chapecoense e Nacional fariam dois lindos jogos", comentou Daniel, que promete. "Agora sou torcedor do Nacional e da Chape."

 

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