Torcedores do Corinthians iniciam reconstituição do crime em Oruro

Ministério Público da Bolívia ouve a versão dos corintianos sobre a morte de Kevin Beltrán Espada

RAPHAEL RAMOS, enviado especial, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2013 | 16h59

ORURO - Os 12 corintianos presos em Oruro acusados de envolvimento na morte do torcedor Kevin Beltran Espada iniciaram nesta segunda-feira no Estádio Jesús Bermúdez a apresentação de sua versão do crime ocorrido no dia 20 de fevereiro para os peritos e os representantes da justiça boliviana. Pela determinação do Ministério Público boliviano, essa etapa da investigação, chamada de inspeção, será importante para definir o rumo das investigações sobre a morte do adolescente atingido por um disparo de sinalizador da torcida corintiana, no dia 20 de fevereiro, na partida entre San Jose e Corinthians, pela Copa Libertadores. A reconstituição do crime propriamente dita será realizada apenas no final das investigações, que devem ser encerradas em cinco meses.

Para os corintianos, a etapa de hoje é uma grande oportunidade para comprovarem a alegação de que não tiveram participação direta no disparo do sinalizador e aguardarem a conclusão do processo em prisão do domicilar - a torcida Gaviões da Fiel já alugou um imóvel em Cochabamba para os torcedores. Os torcedores querem provar que o autor do disparo foi o menor de idade que confessou o crime, apresentou-se à justiça brasileira e aguarda definição da investigação feita no Brasil. Os promotores bolivianos já afirmaram, no entanto, que a confissão "tem pouca relevância" para o caso e estão centrando as investigações nas provas encontradas na Bolívia.

Um advogado brasileiro que está na Bolívia tentou adiar a reconstituição dos episódios anteriores à morte de Kevin Beltrán Espada, alegando que queria preservar os presos da grande cobertura da imprensa - brasileira e boliviana -, que aguarda o início dos trabalhos em frente à penitenciária San Pedro. Os argumentos, no entanto, não foram considerados pela direção do presídio San Pedro.

Após a apresentação de sua versão, os torcedores voltam ao presídio San Pedro. Os advogados de defesa devem entrar com um novo pedido de habeas corpus ainda esta semana.

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