Torcedores do Corinthians vão a audiência após morte de garoto na Bolívia

Doze torcedores do Corinthians, detidos como supostos responsáveis pela morte de um garoto de 14 anos num estádio da cidade boliviana de Oruro, vão comparecer na sexta-feira diante de um juiz de medidas cautelares, anunciou o advogado de defesa.

Reuters

21 de fevereiro de 2013 | 21h11

Os torcedores estão sob custódia desde a noite de quarta-feira, após a morte do menino pelo impacto de um projétil, descrito como um sinalizador.

O projétil foi lançado supostamente do local do estádio Jesús Bermúdez onde estavam os torcedores do Corinthians, em partida disputada pela Copa Libertadores.

O advogado Jaime Flores, que disse representar os 12 torcedores, declarou a jornalistas que um promotor vai apresentar o caso a um juiz depois de ter recebido nesta quinta-feira depoimentos dos detidos e relatórios preliminares da polícia e do laboratório de criminalística.

"Pelo menos 10 dos detidos não teriam nenhuma participação no fato", disse Flores, que, no entanto, antecipou que pedirá a liberdade dos 12, "porque não há elementos suficientes" para provar o envolvimento deles no crime.

A polícia, entretanto, disse que a autópsia confirmou que a morte do garoto deveu-se ao impacto direto de um tipo de sinalizador que não existe no mercado boliviano e que destruiu o crânio da vítima.

Dirigentes do futebol sul-americano e boliviano expressaram consternação pelo caso, mas evitaram antecipar eventuais sanções, enquanto o ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero, anunciou a elaboração de um decreto que proíbe o uso de sinalizadores e outros explosivos nos estádios.

San José e Corinthians empataram por 1 x 1.

(Reportagem de Carlos Alberto Quiroga)

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