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Torcedores do Flamengo agridem goleiro antes de jogo

Ricardo Berna concede entrevista sangrando antes de partida entre Flamengo e Macaé começar; vestiário da equipe foi invadido

Estadão Conteúdo

31 de janeiro de 2015 | 19h44

Torcedores do Flamengo teriam invadido o vestiário do Macaé cerca de meia hora antes do início da partida, marcada para as 19h30 deste sábado, em Macaé. Com o queixo sangrando, o goleiro da equipe do interior, Ricardo Berna, alegou ter sido agredido.

"Nada disso que eu vim falar tem relação com futebol. Que tenha punição pesada para essas pessoas. A torcida do Flamengo invadiu o vestiário", afirmou Berna, em entrevista ao SporTV.

Marcelo Viana, diretor de competições da Federação de Futebol do Rio (Ferj), confirmou a invasão. Segundo ele, membros de uma torcida organizada do Flamengo aproveitaram que havia um único segurança no portão que dá acesso ao vestiário do Macaé para fazer a invasão. De acordo com a assessoria de imprensa do clube, seriam cerca de 100 torcedores.

Ainda segundo informou a emissora, o policiamento à frente do vestiário foi reforçado. Dois policiais militares teriam chegado a entrar no vestiário do Macaé, mas não encontraram nenhum torcedor.

Questionado sobre o assunto, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, se disse surpreso. "Estou sabendo por vocês (jornalistas). Certamente, se houve alguma coisa, as pessoas foram identificadas e foram detidas. Mas é muito esquisito", comentou.

"Torcedores invadiram o vestiário, saquearam o material dos jogadores, agrediram os jogadores e minha comissão técnica", contou técnico do Macaé, Josué Teixeira, que culpou Vanderlei Luxemburgo pela violência, dizendo que o treinador do Flamengo criou um clima de animosidade que não existe entre Macaé e Flamengo.

Luxemburgo, por sua vez, jogou a culpa na segurança do estádio. "Não é questão da torcida. A segurança permitiu que a torcida invadisse. O clima que foi criado antes do jogo permitiu isso. Tem muitos interesses, de TV, de Flamengo, Macaé... Fico pasmado que isso aconteça em 2015", comentou o treinador, que reclamou não ter podido utilizar o estádio para treinar na sexta-feira.

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