Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Torcedores do São Paulo criam movimento virtual pedindo a saída do presidente

Movimento #Somos18MilhõesForaLeco foi criado depois que Leco minimizou protesto em jogo da NBB

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2019 | 13h39

Depois de ser vaiado por alguns torcedores na vitória da equipe de basquete do São Paulo sobre o Pinheiros na quarta-feira, fora de casa, pelo NBB, o presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, minimizou o protesto, citando que as críticas foram feitas por "um pequeno grupo de torcedores". As declarações revoltaram parte da torcida, que criou o movimento #Somos18MilhõesForaLeco. A hashtag chegou a ocupar o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados no Twitter na manhã desta quinta-feira.

“É desagradável, infelizmente é uma coisa encomendada. É um pequeno grupo de torcedores que ataca a gestão, eu entendo que de uma forma injusta”, disse o presidente ao site da ESPN. “O futebol é resultado. E enquanto o São Paulo não for campeão, mesmo que esteja em uma situação de competição, indo para a Libertadores, são marcas que ficam até ganhar um título. E o foco é a figura do presidente, é uma pena que seja desse jeito. Mas eu me fortaleço nessas situações porque minha consciência está tranquila, minha energia e meu trabalho são focados no bem estar do São Paulo. Quero muito que eles tenham a alegria que eu quero ter”, completou.

Depois da repercussão, a assessoria de imprensa do São Paulo informou que as declarações do presidente diziam respeito ao grupo que o criticou no ginásio e não aos protestos dos últimos anos.

Leco dirige o clube desde outubro de 2015, com mandato até dezembro de 2020. Ele não poderá concorrer à reeleição. O presidente recebe críticas pela situação financeira do clube, que registra um déficit anunal de R$ 76,5 milhões, além da falta de títulos – a última conquista do clube foi em dezembro de 2012. A torcida também critica a troca de treinadores. Só neste ano, o time foi comandado por André Jardine, Vagner Mancini, Cuca e Fernando Diniz.

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