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Torcedores gastam mais para vaiar Geninho

O corintiano André Viana terá de refazer as contas do mês enquanto Geninho for o técnico do Corinthians. O torcedor era um dos 15 que em vez de pagar R$ 10 para ver seu time contra o Inter da arquibancada, hoje no Pacaembu, investiram cada R$ 25 pelo ingresso na numerada. Com um único objetivo: ficar atrás do banco, o mais perto possível do treinador, pedindo sua saída. "Vai ser assim o tempo que for necessário. Enquanto ele não pedir para sair, a gente vai se manifestar todo santo jogo", disse o estudante de 22 anos. Apesar de a maioria usar camisas da Gaviões da Fiel, os torcedores disseram que o gesto é isolado, nada tem a ver com a postura da facção: "Eles sabem que a gente vai fazer isso, não estamos agüentando mais.Esse cara não tem comando nenhum sobre o time." André assegurou que o clima ficou insustentável desde a desclassificação da equipe na última Libertadores da América: "Ele devia ter saído depois do jogo contra o River." Se esgoelando ao lado enquanto André falava, aos gritos de ´preste atenção, tá na hora de sair do coringão", outro manifestante era bem mais explícito. "Ele é um omisso, isso sim" disse Jéfferson Augusto. "O Geninho não tem a menor condição de ser o treinador de um time como o Corinthians." Segundo Jefferson, integrante da torcida Pavilhão 9, e os demais torcedores, Geninho se esconde atrás do líder da equipe: "Por isso ele dá moral ao Rogério, porque ele tem liderança sobre o grupo. Mas veja que ele não cobra direito o Gil, que é um craque, fica dando apoio aos caras ruins, o César, o Robert... Não dá, sem condição esse cara." Indignado com o que considera um péssimo padrão de jogo, o carregador de almoxarifado de 25 anos também garantiu que as manifestações não vão parar enquanto Geninho não sair do Corinthians. "Isso nada tem a ver com o resultado do jogo, o Corinthians pode até golear que a gente não vai parar enquanto ele não sair."Assim que Jefferson abriu o placar do Pacaembu, o clima de hostilidade em relação ao técnico ficou ainda maior. "Tá vendo? O cara não se manifesta, não faz uma modificação. Parece que não está acontecendo nada", esbravejava André. O técnico Geninho, questionado pelos repórteres de campo sobre o comportamento do grupo atrás dele, foi irônico. "Deve ser uma turminha muito bem paga, você vê que não é a totalidade da torcida", disse antes de seguir para os vestiários com a missão de mudar a cara do time.

Agencia Estado,

24 de agosto de 2003 | 19h43

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