Andre Penner/AP
Andre Penner/AP

Torcedores não podem falar alto durante treino do Brasil

Mais de 200 pessoas suportaram o frio de 6 graus para ver os reservas do técnico Dunga nesta sexta-feira

Sílvio Barsetti e Luiz Antônio Prósperi - Agência Estado,

27 de junho de 2009 | 00h16

JOHANNESBURGO - Treino da seleção brasileira aberto ao público é sempre motivo de festa. Pelo menos para quem está fora de campo. Não foi, porém, o que se viu nesta sexta-feira, no Orlando Stadium, localizado no bairro de Soweto. Mais de 200 pessoas suportaram o frio de 6 graus para ver os reservas de Dunga com uma instrução: não podiam falar alto, nem mesmo chamar os jogadores ou o treinador pelo nome.

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O silêncio litúrgico do treino da equipe só foi quebrado algumas vezes pelos próprios atletas, que realizaram numa faixa restrita do gramado atividades físicas, técnicas e táticas. De acordo com um dos policiais responsáveis pela segurança da delegação brasileira, Nuno Mhosi, o pedido teria partido da seleção. Na comissão técnica, comandada por Dunga, ninguém confirmou essa versão.

Crianças e adolescentes eram maioria entre os que se aventuraram a seguir para o estádio. Calados, observaram a movimentação da metade do time. Em campo, alguns treinavam com gorros, como o lateral Daniel Alves, o autor do gol da vitória por 1 a 0 do Brasil sobre a África do Sul, na quinta, resultado que classificou a seleção para a final da Copa das Confederações, domingo, às 15h30 de Brasília contra os Estados Unidos, em Johannesburgo.

O dia foi tranquilo para o grupo. Os titulares fizeram um trabalho à parte, de relaxamento, numa academia da cidade.

DEFINITIVO

Nem mesmo um eventual tropeço contra a seleção da África do Sul, na semifinal, deixaria alguma dúvida de que Dunga vai ser o técnico do Brasil na Copa do Mundo de 2010. Ele garantiu sua permanência na equipe com os últimos resultados e pode até perder o título no domingo que não estará sob ameaça.

"Não tem como, agora é definitivo; ele só não vai à Copa se não quiser", disse ao Estado um dos homens de confiança do presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Disciplina é a palavra de ordem do treinador. Há exageros, às vezes, como o de fiscalizar o prato dos atletas para conferir o que estão comendo. Desde que assumiu a seleção, Dunga, aos poucos, deixou para trás os jogadores mais interessados em baladas noturnas, que não cuidam do peso, da imagem, e parecem desleixados profissionalmente.

Isso agradou ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Muito satisfeito também com o primeiro lugar do Brasil, no momento, nas Eliminatórias do Mundial de 2010.

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