L'Equipe/ Reprodução
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Fifa pode abrir voto de melhor jogador do mundo para torcedores

Mudança pode ser novidade para 2018

Jamil Chade, correspondente, Estadão Conteúdo

14 Outubro 2016 | 10h24

A Fifa decide mudar a escolha do melhor jogador do ano e estuda abrir a votação para a participação de torcedores. Neste ano, o acordo entre a Fifa e a revista FranceFootball chegou ao seu fim, colocando um ponto final também na entrega da Bola de Ouro ao melhor do mundo. 

Em janeiro, quando a Fifa voltar a realizar sua festa para escolher o melhor do ano, a opção será por modificar o evento. Na próxima edição, a festa está marcada para ocorrer no dia 9 de janeiro, em Zurique. Mas Infantino já indicou que, a partir de 2018, o evento vai percorrer o mundo.

A entidade também deixou claro que estuda o envolvimento maior do torcedor, a partir de 2018. Além de treinadores de seleções nacionais, imprensa e capitães, votarão pela Internet os torcedores de todo o mundo. Hoje, o público já pode votar no gol mais bonito do ano. Mas, agora, essa experiência será ampliada. 

" O formato detalhado e as listas dos prêmios da FIFA serão anunciados em breve, com a maior interação e participação dos torcedores entre as suas principais características ", disse a Fifa em um comunicado. " Na próxima edição, marcada para janeiro de 2017, os prêmios de melhor jogadora e jogador do mundo seguirão formato semelhante ao das edições anteriores, com capitães e técnicos de todas as seleções nacionais escolhendo os vencedores juntamente com um grupo de jornalistas internacionais ", explicou.

 

O recordista em número de vitórias é Lionel Messi, com cinco troféus, seguido por Cristiano Ronaldo, com três. Ronaldo Fenômeno também venceu em três ocasiões.

COPA DO MUNDO

Em outra decisão tomada pela Fifa nesta sexta-feira, a entidade fixou uma lei pela qual as duas últimas regiões que sediaram Copas do Mundo ficarão proibidas de concorrer para organizar o evento em 2026. Isso significa que Europa e Asia não podem apresentar candidaturas, depois de o evento passar pela Rússia em 2018 e Catar em 2022. 

A Fifa ainda estabeleceu que mais de um país poderá sediar o evento, de forma simultânea, o que tem aberto os rumores para uma candidatura única entre EUA e Canadá. Sunil Gulati, presidente da Federação Americana de Futebol, indicou que seu país tem "condições" de realizar sozinho um Mundial ampliado. Mas não descartou "conversar" com os países vizinhos. 

Até janeiro, os cartolas terão de tomar uma decisão se passam a ter 40 ou 48 seleções no novo Mundial. Para Infantino, a opção preferida é a maior expansão. "Na Eurocopa, quando passamos de 16 para 24 times, também houve ceticismo e hoje temos resultados positivos", disse David Gill, vice-presidente da Fifa. 

O presidente da Fifa ainda indicou que, na expansão da Eurocopa, a renda do torneio passo de US$ 1,4 bilhão para US$ 2 bilhões. 

Para 2030, Uruguai e Argentina deixam claro que querem apresentar uma proposta conjunta para sediar o evento que marca os 100 anos dos Mundiais. 

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