Torcida brasileira faz festa nos EUA

A euforia que tomou conta dos torcedores brasileiros depois da vitória (2 a 1) sobre os Estados Unidos nas semifinais da Copa Ouro - deixou loucos os norte-americanos, tanto no Orange Bowl como no hotel que recebeu a Seleção. Sem a menor cerimônia, vários torcedores conseguiram chegar a áreas de acesso restrito à imprensa e aos organizadores no estádio e entrar no saguão do hotel. A festa só terminou quando o último jogador subiu para o quarto. Ricardo Gomes não reclamou do assédio da torcida. Pelo contrário, até gostou. "Prefiro um clima assim do que o que tínhamos no México. Lá era muito monótono. Fui jogador e sei como é importante esse contato com o torcedor. Os meninos gostaram muito e com certeza isso foi uma força a mais para eles nos dois jogos que fizemos aqui em Miami." A torcida brasileira deu um show no estádio, transformando o Orange Bowl numa mancha amarela. Sufocou os torcedores norte-americanos na proporção de 9 para 1 e não parou de incentivar o time aos gritos de "Brasil!" e "Pentacampeão!" nem mesmo quando a equipe da casa vencia por 1 a 0. Do momento em que Kaká empatou, aos 43 minutos do segundo tempo, até Diego fazer o gol de ouro aos nove da prorrogação, foi uma gritaria só. "O apoio da torcida nos ajudou muito, nos sentimos em casa", disse Júlio Baptista, que fez sua melhor partida na competição.Na frente do hotel havia duas viaturas de polícia, mas isso não intimidou os torcedores. Os que não conseguiram entrar ficaram na calçada e foram recompensados pela saída de alguns jogadores, que foram conversar com eles e posar para fotografias. Tudo sob o olhar satisfeito dos funcionários do hotel - quase todos de origem latina -, que também torceram muito para a Seleção ganhar dos Estados Unidos.Do lado de dentro, havia muitos norte-americanos na discoteca do hotel. Quando apareciam no corredor que leva para o saguão da recepção, eles olhavam espantados para aquele monte de gente com a camisa amarela da Seleção e de times dos quais provavelmente nunca ouviram falar (Flamengo, Santos, Atlético Mineiro...). Mal sabiam que aqueles malucos festejavam um triunfo sobre o seu país.

Agencia Estado,

24 de julho de 2003 | 12h02

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