Torcida croata veste o verde-amarelo

Está virando rotina nos amistosos da seleção brasileira, sempre precedidos de um treino no local do jogo no dia anterior: no horário da atividade do time pentacampeão, o estádio fica cheio; quando o Brasil vai embora, os torcedores vão juntos, deixando o time da casa sob os olhos de um público bem menor. Foi assim na Hungria, no ano passado. Foi assim nesta terça-feira, no Estádio Poljud, em Split, na Croácia. Mesmo com uma chuva fina - que parou durante o treino do time comandado por Carlos Alberto Parreira -, cerca de 8 mil pessoas foram ao estádio ver a seleção, muitos vestindo camisas amarelas. Entusiasmo total, a cada toque na bola, a cada gol, a cada jogo de efeito, a cada defesa. E muitos aplausos. Ao final do treino, quando Roberto Carlos brindou os croatas com uma exibição de sua habilidade com a bola, a retribuição veio em forma de um longo aplauso coletivo. O treino da seleção acabou, a temperatura caiu e... quando os jogadores da Croácia foram a campo, apenas um público estimado em 2 mil pessoas estava lá para vê-los. E o entusiasmo caiu, embora aplausos apareciam sempre que uma boa jogada do treino terminava em gol. Mas o único jogador croata que deve ter gostado da redução de torcedores foi o meia reserva Bosnak. Ele foi ferozmente vaiado todas as vezes em que pegou na bola. Explica: Bosnak cometeu o pecado de trocar o time da cidade, o Hadjuk Split, pelo arquirival Dínamo de Zagreb. O amistoso está mesmo animando os croatas, tanto que boa parte dos 35 mil ingressos inicialmente colocados à venda já foram adquiridos. No hotel - Se o estádio recebeu bom público no treino da seleção, o hotel onde a equipe está hospedado contou, nesta terça, com a presença de alguns gatos pingados, diferentemente do que acontece em outros lugares. Explica: o hotel, praticamente às margens de uma praia da cidade e numa região bastante arborizada e com um praça onde as crianças brincam de dia e os adultos namoram à noite, ficou bastante vigiado pela polícia. Se aproximar era difícil. Conseguir o autógrafo de algum jogador, muito mais. Mas o croata Toni Radica, de 14 anos, resolveu colocar uma camisa da seleção brasileira, pegou sua bicicleta e foi ver os jogadores. Conseguiu só de longe, mas não ficou chateado. "Gosto do Robinho, pelo ótimo futebol que ele joga no Santos, e do Adriano, goleador da Inter de Milão??, disse. E para que time você torce. "Sou Barcelona. O Ronaldinho Gaúcho não está aqui e isso é muito ruim. Vai ficar mais difícil?.

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