Torcida de Jundiaí quer festa no Rio

?Os caipiras de Jundiaí rumo ao Oriente." A frase estampada em uma das faixas da torcida organizada do Paulista de Jundiaí, a Gamor, resume o sonho dos jundiaienses, tão próximo, com o título da Copa do Brasil e a vaga para a Libertadores de 2006. Assim como a torcida do Santo André fez a festa no Maracanã, em 2004, contra o Flamengo, os jundiaienses prometem "invadir" São Januário, apesar de terem recebido apenas 500 ingressos. Até a tarde desta terça-feira, cinco ônibus já estavam lotados rumo ao Rio de Janeiro. "Espero fechar até dez ônibus. Para conseguir uma verba estou atrás patrocínio, ligando para deputado... Desde o jogo contra o Figueirense (pelas quartas-de-final), tenho dormido uma média de quatro horas", conta o presidente da Gamor, Carlos Marques de Godoy. Além dos jundiaienses, parte da torcida do Guarani também deve viajar ao Rio para empurrar o Paulista. Como o clima em Jundiaí, no primeiro jogo, foi de paz, o ambiente da partida de hoje em São Januário não deverá ser diferente. No site da Gamor existe até um link para o site de uma das organizadas do Fluminense, a Young Flu, considerada "amiga e aliada". A única bronca é com a diretoria do Paulista e com a Prefeitura de Jundiaí, que em nenhum momento se ofereceram para ajudar a bancar os gastos da torcida organizada. "Na final do Paulista do ano passado, a Prefeitura de São Caetano colocou 16 mil pessoas no Pacaembu. Aqui, mandei ofício para o clube e para a prefeitura e não tive resposta. É o jogo da história da cidade", argumentou Godoy, que nesta terça, mais uma vez, diz ter discutido sobre o assunto com o presidente do clube, Eduardo Palhares. Além dos ônibus, uma empresa de segurança foi contratada, por R$ 980, para escoltar a caravana desde Jundiaí até o Estádio São Januário. Para a festa do título, 10 mil latas de cerveja já estão reservadas.

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