Torcida do Atlético-MG defende Tinga em clássico sem gols

Clássico no Independência tem apenas torcedores do time alvinegro

Marcelo Portela, Agência Estado

16 de fevereiro de 2014 | 18h21

BELO HORIZONTE - O primeiro clássico entre os dois maiores clubes mineiros acabou empatado em 0 a 0, neste domingo, no Independência, em jogo marcado pela paz. A torcida do Atlético-MG deixou de lado a rivalidade contra o arquirrival Cruzeiro e estendeu faixas e cartazes contra o racismo e em apoio ao volante celeste Tinga, alvo de agressões da torcida do Real Garcilaso em partida da Copa Libertadores na semana passada.

Os torcedores atleticanos eram os únicos presentes no primeiro clássico que opôs o Atlético Mineiros, campeão das Américas, e o Cruzeiro, vencedor do Campeonato Brasileiro do ano passado.

As duas equipes protagonizaram uma partida corrida e com bons lances por parte de jogadores dos dois times. Mas a torcida também assistiu a uma série de erros e nenhum gol. Melhor para o Cruzeiro, que conseguiu o empate jogando como visitante e manteve a segunda posição no Campeonato Mineiro, com 11 pontos, enquanto o Atlético está em oitavo, com cinco.

O JOGO

Assim que o árbitro Igor Junio Benevenuto deu o apito inicial, a tradicional rivalidade retornou à arena e o Atlético tentou fazer valer o mando de campo. Apesar de o Cruzeiro só não ter aberto o placar com cabeceada de Dedé por causa de boa defesa de Victor, foi o Atlético que impôs a pressão sobre o adversário na maior parte do primeiro tempo.

Aos 25 da etapa inicial, Ricardo Goulart conseguiu completar uma cobrança de falta com Egídio, mas o árbitro apitou impedimento. Aos 41 foi a vez de Jô balançar a rede adversária, mas o assistente apontou posição irregular do atacante e o gol foi anulado.

No segundo tempo, Victor mais uma vez se destacou ao espalmar uma bola e impedir que William abrisse o placar após o atacante celeste passar por Otamendi. No lado oposto, Fábio também foi obrigado a trabalhar. Uma ótima defesa do goleiro celeste impediu, por exemplo, que Jô pusesse o Atlético à frente após girar rápido e bater rasteiro após receber passe de Ronaldinho.

À medida que a partida se aproximava do fim, as duas equipes passaram a pressionar ainda mais, principalmente o Atlético, empurrado pela torcida que lotou a arena. Mas os erros nas finalizações dos dois lados do campo, assim como a atuação dos goleiros, impediram que alguma das equipes marcasse e a partida terminou sem gols.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.