Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Torcida do Cruzeiro protesta contra saída do goleiro Fábio

Dezenas de torcedores vão aos portões da Toca da Raposa II e entoam gritos contra Ronaldo e Paulo André

Redação, Estadão Conteúdo

06 de janeiro de 2022 | 16h54

Dezenas de torcedores do Cruzeiro protestaram nesta quinta-feira contra a saída do goleiro Fábio, diante dos portões do centro de treinamento Toca da Raposa II, em Belo Horizonte. Eles entoaram cânticos contra a nova gestão do clube e criticaram os ex-jogadores Ronaldo, que adquiriu 90% do futebol do Cruzeiro, e Paulo André, membro do Comitê de Transição.

Os torcedores portaram bandeiras, vestiam camisas do time e soltaram fogos de artifício. Os gritos eram elogiosos ao goleiro, "o melhor do Brasil", e críticos aos novos responsáveis pelo clube. "Ronaldo, gordão, vem dar explicação" e "O Paulo André, fica ligeiro, muito respeito com a torcida do Cruzeiro" foram alguns dos cânticos mais entoados pelos torcedores.

Outros foram mais agressivos nas palavras. "O Paulo André, vai se f****, o meu Cruzeiro não precisa de você" e "Se o Fábio não renovar, olê, olê, olá, o pau vai quebrar". A reunião de torcedores na porta do clube aconteceu um dia depois de Fábio se despedir da torcida em suas redes sociais.

Com 976 jogos pelo time, Fábio é o jogador que mais defendeu o time em sua história. Ele tinha sua renovação de contrato encaminhada com o presidente Sérgio Rodrigues em novembro de 2021. Mas, no mês seguinte, o clube passou por uma brusca mudança. Adotou o modelo da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) e se tornou um clube-empresa, adquirido por Ronaldo.

Ao assumir o comando do futebol do Cruzeiro, o Fenômeno avisou que arcaria com as dívidas, mas causaria diversas mudanças em busca de corte de custos e viabilidade econômica para a operação do clube. O time já dispensou outros jogadores e até a comissão técnica, que era liderada por Vanderlei Luxemburgo.

Fábio tinha a meta de renovar por um ano com o Cruzeiro, a fim de buscar o sonhado retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. O clube ofereceu vínculo até o fim do Campeonato Mineiro, sob o novo teto salarial do time. E a negociação acabou não avançando, culminando na saída do goleiro.

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