Torcida do Fla é barrada na fronteira

Um grupo de torcedores da Raça Rubro-Negra, do Flamengo, chegou nesta quinta-feira, por volta das 11 horas, em Curitiba, provenientes de Uruguaiana (RS), na fronteira com a Argentina. Eles não puderam entrar no país, onde pretendiam assistir à final da Copa Mercosul, entre San Lorenzo e Flamengo, que estava marcada para quarta-feira à noite. A decretação do estado de sítio impediu o prosseguimento da viagem.Eles saíram por volta das 4 horas da madrugada de segunda-feira do Rio de Janeiro e chegaram na quarta-feira, no mesmo horário, na fronteira entre os dois países. "Eles (policiais) revistaram o ônibus e disseram que o Flamengo não ia jogar", disse Rogério Menezes Rocha, conhecido como São João. "Ficavam mostrando 3 a 0 com os dedos", completou Marcelo Gomes, o DGL.Segundo DGL, o ônibus foi liberado somente à 1 hora da tarde e não compensaria mais viajar até Buenos Aires, pois chegariam depois do jogo. "Eles (policiais) disseram que tinha piquete de caminhões", afirmou. O adiamento da partida foi comemorado pelo grupo de torcedores. "Foi a vitória dos ônibus", disse São João.Os torcedores estavam em dois ônibus, mas somente um tinha chegado a Curitiba até aquele horário. "O problema foi o estado de sítio", disse o motorista Luiz Carlos Pedroso. Ele considerou uma atitude correta dos policiais de não ter deixado os torcedores entrarem no país. "A entrada era muito bem controlada e não tinha porque nosso grupo entrar", analisou."Poderíamos ficar sem comida." Os torcedores flamenguistas foram recepcionados pelos diretores da Os Fanáticos, torcida organizada do Atlético Paranaense. Eles iriam fazer um churrasco para o almoço, enquanto aguardavam uma decisão sobre o jogo final da Mercosul. Se fosse marcado para sábado ou domingo, no Uruguai ou no Paraguai, os torcedores ainda iriam prestigiar o time, do contrário voltariam para o Rio de Janeiro.

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