Torcida do Fla exige saída de Torres

O técnico do Flamengo, Carlos Alberto Torres, enfrentou problemas nesta segunda-feira por ter chamado de "vagabundos" alguns torcedores rubro-negros, que vaiaram o lateral-esquerdo Cássio e o atacante Roma, durante o empate por 1 a 1 com o Guarani, pelo Torneio Rio-São Paulo. Na ocasião, uma parte da torcida não poupou os atletas por causa dos pênaltis perdidos na final da Copa Mercosul, contra o San Lorenzo, na semana passada. Torres foi hostilizado por uma facção de torcida organizada. Além disso, o presidente da Associação das Torcidas Organizadas do Flamengo (Atorfla), José Carlos Peruano, deve se reunir nesta terça-feira à noite com o presidente do clube, Edmundo Santos Silva, para pedir a demissão do treinador. "A reunião é para pedir a saída do técnico com alma de botafoguense e que chamou a torcida do Flamengo de vagabunda", afirmou Peruano. "Aqueles que ele chamou de vagabundos, ganham R$ 200 por mês e gastam R$ 10 para extravasar as emoções durante os jogos." Peruano garantiu ainda que as torcidas organizadas do Flamengo não aceitarão retratação e aproveitou para alfinetar Torres, dizendo que ele só ganhou alguma coisa na década de 70 porque jogava ao lado do Pelé. Torres revidou dizendo não estar preocupado com a decisão das torcidas organizadas. Em um ato de rebeldia, o treinador afirmou também que foi mal interpretado pela imprensa escrita e que, a partir de agora, só dará declarações para as rádios e TVs.

Agencia Estado,

28 de janeiro de 2002 | 19h33

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