Torcida do Grêmio protesta contra Ronaldinho em treino

Um dia depois de o presidente do Grêmio, Paulo Odone, expressar sua insatisfação com Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e empresário, Assis, ao confirmar que o clube desistiu de contratar o craque do Milan, torcedores da equipe gaúcha foram ao Olímpico neste domingo para protestar contra a conduta do atleta e do seu representante.

AE, Agência Estado

09 de janeiro de 2011 | 20h59

Antes confiantes de que Ronaldinho aceitaria a proposta para voltar a atuar pelo Grêmio, clube que o revelou para o futebol mundial, os torcedores foram em bom número até um campo suplementar do Estádio Olímpico e, por meio de uma faixa e manifestações de protesto, exibiram o seu descontentamento com o jogador.

"R10 e Assis, que Deus perdoe vocês, porque a nação gremista não vai perdoar" era o título da faixa colocada no alambrado do local. Na mesma faixa, em menor destaque, foi desenhado um túmulo com a frase "Aqui jaz Ronaldinho Gaúcho". E, além de mirar sua fúria contra o craque, a torcida fez questão de exibir um clima festivo, para transparecer a ideia de que está mais preocupada com o time em si do que com o destino escolhido pelo jogador, que deve oficializar a sua transferência do Milan para o Flamengo nos próximos dias.

O descontentamento da torcida gremista com Ronaldinho já existe desde 2001, quando ele deixou Porto Alegre para defender o Paris Saint-Germain, da França, em uma transação que foi realizada após o jogador entrar em conflito com a então diretoria do clube e forçar a sua saída do Olímpico. Na época, ele saiu sem render o dinheiro que o time gostaria de ganhar com a sua transferência.

Já dentro do gramado do campo suplementar do Olímpico, o técnico Renato Gaúcho comandou na parte da tarde o segundo treino técnico deste domingo. O atacante Jonas, que deixou a atividade realizada pela manhã antes do seu final por ter recebido uma pancada no tornozelo, participou normalmente do treino no segundo período do dia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.