João Prata/Estadão
João Prata/Estadão

Torcida do Palmeiras faz a festa em torno do Allianz Parque e festeja o título

Palmeirenses se reuniram para apoiar o clube e não conseguiram controlar a ansiedade

João Prata, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2018 | 19h26

Parecia dia de jogo no Allianz Parque. O trânsito carregado nas imediações trazia torcedores devidamente vestidos com o uniforme do Palmeiras. Eles chegavam de carro, ônibus, táxi e coloriam de verde as calçadas.

A CET adotou o mesmo padrão de quando o time joga no estádio: fechou a rua Palestra Itália e as travessas Diana e Caraíbas. A polícia militar concentrou o efetivo da região no local. Os ambulantes estenderam os varais, entre um poste e outro, com bandeiras, camisas, bonés e, claro, a faixa de decacampeão.

O vendedor Felipe Oliveira, 20 anos, disse que antes e durante o jogo venderia as faixas por R$ 20. Após a confirmação da taça, subiria o preço para R$ 40. Apesar de ser torcedor do São Paulo, estava torcendo para o Palmeiras: “quero vender tudo o que tenho aqui hoje”, disse ele que tinha estoque de 50 faixas.

Havia milhares de torcedores, de todas as idades. A diferença para um dia comum de jogo é que todos estavam de costas para o estádio. Mães com crianças pequenas, jovens e até a turma da melhor idade se espremiam na tentativa de ver alguma coisa nos televisores dos bares que ficaram pequenos para tanta gente. Durante o primeiro tempo um pessoal acabou desistindo de ficar no meio da multidão, se acomodou nas mesas e passou a  acompanhar o time do coração do conforto do smartphone. 

Dona Laura Cardoso, 67 anos, não via o jogo nem da tv nem do celular. Para ela só a festa já bastava. Andava de um lado para o outro no local de maior movimentação, na esquina da Palestra com a Caraíbas  na região que conhece bem. Ela trabalha na casa de uma senhora a dois quarteirões dali e sempre acompanha o Palmeiras do bar. Nunca entrou no Allianz Parque. Ao notar o fotógrafo do Estado, fez pose para que tirasse uma foto dela. “Foto de campeão”, disse. “Vamos ganhar de 2 a 1”, emendou.

O término da etapa inicial deixou Dona Laura e os outros milhares de torcedores apreensivos. Na dispersão, muitos queriam saber como estava o jogo do Flamengo, que aquela altura vencia o Cruzeiro, fora de casa por 1 a 0.

O segundo tempo começou e veio também uma breve chuva, que serviu para acordar os palmeirenses. Mas o gol teimava em não sair. O Flamengo ainda ampliou o placar para desespero dos torcedores. O grito de gol e a garantia da festa só veio aos 26 minutos, quando Deyverson aproveitou cruzamento e mandou para as redes. Os fogos de artifício guardados do Paulista, da Libertadores e da Copa do Brasil finalmente estouraram e desentalaram o grito de campeão. Ou melhor, de decacampeão.

 

 

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