Alex Silva/ Estadão
Alex Silva/ Estadão

Torcida do Palmeiras quebra 877 cadeiras no Itaquerão, diz diretor

Estima-se que R$ 438,5 mil sejam necessários para bancar estrago

O Estado de S. Paulo

20 de abril de 2015 | 14h02

O prejuízo da eliminação para o Palmeiras dentro de campo não foi o único do Corinthians neste domingo, em Itaquera. O clube lamentou também a destruição de cadeiras de seu estádio pelos palmeirenses, que ocuparam o setor Sul. No total, 877 cadeiras foram parcial ou totalmente danificadas. Foi a maior quebra de assentos registrada numa partida deste que a Arena Corinthians foi inaugurada, como atestou para o Estado o gerente de operações do local, Lúcio Blanco.

"É sim o maior número de cadeiras quebradas num clássico dentro do estádio. É um ato de vandalismo", disse o responsável pela arena, que também revelou que um representante do Palmeiras esteve no Itaquerão na manhã desta segunda-feira para averiguar os estragos.

O presidente Paulo Nobre já se pronunciou e disse que vai pagar o prejuízo da torcida do Palmeiras. O cartola, no entanto, desaprovou a atitude dos torcedores e condenou, de modo geral, todos os 'visitantes' em clássicos.

Existe um acordo de cavalheiros entre as diretorias dos quatro grandes de São Paulo (Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos) para que seus respectivos presidentes arquem com as despesas na casa adversário quando sua torcida provocar quebra-quebra. Portanto, as despesas com as cadeiras danificadas serão pagas pelo Palmeiras, assim como na fase classificatória no Paulistão, quando o Corinthians bancou o prejuízo no Allianz Parque. 

Estima-se que cada assento novo custe R$ 500. Nem todas as cadeiras quebradas no clássico serão descartadasm já que há a possibilidade de reparos. Porém, se não houvesse essa chance, os custos para arrumar o que foi destruído seria de R$ 438,5 mil, o equivalente ao salário de Valdivia, por exemplo.

Blanco disse que o quebra-quebra no setor estavam os 1.800 torcedores do Palmeiras não começou depois das cobranças de pênaltis. "As imagens registradas pelas câmeras direcionadas para o setor mostram que eles não arrancaram as cadeiras somente depois dos pênaltis. Começou antes, durante a partida. Uma longarina onde 26 cadeiras são presas foram arrancadas ao longo do jogo", lamenta.

A diretoria do Corinthians estuda a possibilidade de tirar os assentos destinados aos torcedores visitantes em dias de clássicos, de modo a deixá-los em cima de lajes de cimento, como sempre foi no futebol brasileiro antes das reformas e construções dos estádios da Copa do Mundo. A ideia é defendida por Andrés Sanches, superintendente de futebol do Corinthians.

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