Torcida do São Paulo pede a saída de Juvenal Juvêncio

Após a derrota para o Cruzeiro por 3 a 0, cerca de 1000 torcedores protestaram na frente do Morumbi

GONÇALO JUNIOR, O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2013 | 07h30

SÃO PAULO - Revoltados com a derrota do São Paulo, centenas de torcedores tentaram invadir o portão principal do Morumbi após o jogo. A Polícia Militar reforçou a segurança do lado interno. Só o apoio da cavalaria conseguiu acalmar a torcida que, com gritos ensandecidos, pedia a saída do presidente Juvenal Juvêncio e criticava o meia Paulo Henrique Ganso, o lateral Juan e o zagueiro Lúcio. Os jogadores, abalados, não conseguiram explicar a sétima derrota.

“Não sabemos o que está acontecendo. Temos de aceitar todas as críticas e xingamentos”, disse Luis Fabiano, que foi substituído no segundo tempo. “Eu não pedi para sair. Sempre que o time está maleu sou vilão. Tenho 32 anos e já aguentei muita coisa. Vamos tentar ganhar uma partida. Quando isso acontecer, a confiança vai voltar.”

Apesar da crise, o goleiro Rogério Ceni, o único poupado das críticas dos torcedores, acha que é cedo para falar em rebaixamento. “Não vou falar nisso na nona rodada do torneio. Temos de pensar em ganhar o jogo.”

A revolta da torcida foi um desdobramento do protesto realizado antes da partida, que contou com 100 torcedores. Embora o número de fãs não tenha sido significativo, a mensagem foi clara: os manifestantes consideram o presidente Juvenal Juvêncio o principal responsável pela crise tricolor.

Cartazes com os dizeres “Fora Juvenal” e “Se Juvenal não renunciar, o São Paulo vai afundar” e até “Zé Cachaça” traduziam a insatisfação. Os jogadores, no entanto, não foram poupados. Quando o ônibus da delegação chegou ao Morumbi, os torcedores gritaram “Queremos jogador”, “raça” e “vamos jogar bola”.

O movimento realizado antes do jogo foi organizado nas redes sociais e, de acordo com seus organizadores, não tem ligação com as uniformizadas. “Já temos quase sete mil seguidores em nossa fan page”, comemora o publicitário Alfredo Mota, um dos criadores do protesto e que vestia uma camiseta “Fora Juvenal”. Durante o jogo, com a derrota consumada, a torcida gritava “olé” quando o Cruzeiro tocava.

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