Torcida faz festa para o Brasiliense

Uma explosão de alegria invadiu oaeroporto de Brasília, no desembarque vitorioso da equipe doBrasiliense. "É campeão", "O Brasiliense é um terror", "Edinho, nossoherói". Com faixas e cartazes, abraços e lágrimas, centenas detorcedores abrigados na uniformizada Febre Amarela receberam comcarinho o time campeão da Série B de 2004, neste domingo em Brasília. Febre,pelo apego doentio ao time, e amarela devido à cor da camisa. Nem mesmo o técnico Edinho Nazaré, de 49 anos, que se gaba de "ter ospés no chão" deixou de se emocionar: "Este é o meu primeiro títulonacional como técnico", disse ele, chorando. Para quem foi um dos maiores zagueiros da história do Fluminense, e que participou de três copas do Mundo (1978/1982/1986), o título da Série B com uma vitória (3x2) sobre o Bahia, na Fonte Nova, fez lembrar os tempos em que arrancava com velocidade com a boladominada: "Para ser o primeiro é preciso vencer", disse. "Quando entramos em campo, no sábado, entramos com a vaga garantidapara a Série A porém determinados a ser campeões", disse o meiaFabrício, autor de um dos gols do título. "Em campo o Brasiliensemostrou que tem estrutura para dar trabalho no ano que vem", acredita.Para a História o time do Brasiliense, que nasceu em 2000 nacidade-satélite de Taguatinga (DF), entrou por sua conquista inédita.Em apenas quatro anos de vida já venceu a Série C (2001), foi vice daCopa do Brasil (2002), campeão regional e da Série B (2004) e acesso àelite do futebol Brasileiro. Para o presidente do time, Luiz Estevão de Oliveira Neto, quearrendou um estádio (Serejão) para ser o Boca de Jacaré por 20 anos,ainda é cedo para se falar em planos para 2004, como participar doClube dos 13, por exemplo. "É muito cedo para se falar em planos,reforços e elenco para o ano que vem", disse Luiz Estevão, que é amigopessoal de ex-pilotos da F-1, como Nelson Piquet, e um doisincentivadores ao retorno de Emerson Fittipaldi às pistas, nos anos80. Ele não quis revelar o valor do prêmio individual dos jogadorespela conquista do título: "Que importa? Os jogadores sabem que, com odinheiro (do prêmio), cada um poderá comprar o que quiser", afirmou. Mas reforçou a tese na qual a conquista do título deveu-se ao elencoe ao respaldo de uma organização da equipe: "De fato, a organizaçãointerna é a marca mais forte", avaliou o ex-senador. "O time éestruturado mas sabemos que, qualquer projeto vencedor, tem de passarpor uma boa organização", afirmou.

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