Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Torcida 'invade' bar argentino em São Paulo e lamenta tropeço na estreia da Copa do Mundo

Atual vice-campeã, equipe sul-americana fica no 1 a 1 com a Islândia, estreante em Mundiais

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

16 Junho 2018 | 12h48

Bar, amigos, cerveja e futebol. A tradicional combinação de um fim de semana clássico para os amantes de futebol apenas mudou de horário neste sábado, e de bandeira. Reunidos para acompanhar a estreia da Argentina na Copa do Mundo, contra a Islândia, cerca de 150 torcedores trocaram o costumeiro café por latas de cerveja já às 10 horas da manhã para torcer pela vitória da equipe de Lionel Messi na Rússia.

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O local escolhido pelos "hermanos" foi o Moocaires, tradicional bar e restaurante argentino, localizado na Mooca, na zona leste de São Paulo. A decoração é temática, cheia de personalidade, com camisas de futebol dos tradicionais clubes argentinos e uma bandeira do país logo na entrada do estabelecimento.

Por lá, o ambiente é apenas uma parte da festa. Antes da partida, a expectativa tomou conta dos torcedores por uma vitória na estreia. "Vamos, vamos, Argentina", cantavam os argentinos, sem desgrudar os olhos dos televisores que transmitiram a partida.

A maioria esperava uma vitória com folga. "Nos consideramos a embaixada da torcida argentina em São Paulo. Aqui é o ponto de encontro. Hoje queremos festa e um bom resultado", contou Cristian Galarza, proprietário do Moocaires, vindo diretamente de Chaco, sua cidade natal no país vizinho, para as terras brasileiras.

Casado com uma brasileira e com dois filhos, Galarza conta que estão todos unidos, até a hora que o árbitro sinaliza o início do duelo. "Estamos todos juntos até a hora que Argentina e Brasil se cruzam. Quando a bola rola fica cada um no seu canto", explica. "Mas a minha mulher não fica secando a Argentina, não", brinca.

Além dos argentinos, também não faltaram brasileiros torcendo pela seleção rival. Tem até quem diz torcer pelas duas seleções. "Sou brasileiro, mas meu pai é argentino. Torcer pela Argentina é algo que vem desde pequeno. A paixão pelo futebol argentino é muito grande e eu acabei torcendo com ele. Eu torço pelo Brasil também, mas nada comparado ao meu amor pela Argentina", conta Angelo Sarmiento, de 22 anos, estudante. "Quando falo que torço pelo Brasil e pela Argentina só faltam me bater, mas os amigos já conhecem e sabem como é a situação", explica.

Ao lado de Angelo está seu pai, Miguel Sarmiento, de 46 anos, artista gráfico. Há 42 anos no Brasil, ele era um dos torcedores mais animados e, assim como a maioria, contava com gols de Messi para iniciar com chave de ouro a caminhada da seleção no Mundial da Rússia. "Messi, Messi, Messi", repetia ele como um mantra em boa parte do jogo.

A expectativa era para ver Messi abrir o placar, mas foi Sergio Agüero que balançou as redes aos 18 minutos do primeiro tempo. Com um golaço o atacante fez a festa dos argentinos, que não durou muito. Apenas cinco minutos após a Argentina marcar foi a vez de Finnbogason finalizar para a Islândia e deixar tudo igual.

E foi aos 18 minutos do segundo tempo que a torcida pensou que iria comemorar um gol de Messi e a vitória na partida. O craque teve a chance de balançar as redes em uma cobrança de pênalti, mas desperdiçou. Lance que não desanimou os argentinos, eles seguiram dando moral para o camisa 10 gritando o seu nome até o apito final. Mas confessam que o empate não era o esperado. "Esperava pelo menos uma vitória simples, mas uma vitória", lamentou Miguel.

Em campo, a Argentina empatou com a Islândia por 1 a 1 no estádio Spartak, em Moscou. O próximo adversário será a Croácia dia 21, às 15 horas (horário de Brasília). Finalizando a fase de grupos, a seleção joga contra a Nigéria no dia 26, também às 15 horas.

 

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