Vanderson Pimentel/Seleção Universitária
Vanderson Pimentel/Seleção Universitária

Torcida lota Vale do Anhangabaú para assistir vitória do Brasil

Apesar dos protestos no entorno, clima de festa agitou o público em São Paulo

VANDERSON PIMENTEL - Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2013 | 22h31

SÃO PAULO – Com o Vale do Anhangabaú lotado, 40 mil torcedores acompanharam a vitória por 3 a 0 do Brasil contra a seleção espanhola, pela final da Copa das Confederações. No Concentra SP, a torcida começou a chegar já na disputa pelo terceiro lugar entre Itália e Espanha. Quando a Banda do Simonal entrou no palco, a aglomeração era ainda maior.

Na hora do jogo, o clima de apreensão não existia. Eli Brown, de 32 anos,  parecia apostar alto na seleção canarinho, "será 3 a 0 Brasil, com gols de Fred, Neymar e Hulk", opinava o músico.

O que parecia apenas confiança, virou realidade com os dois gols marcados por Fred e outro por Neymar, que deixaram os paulistanos em êxtase. Para os torcedores, não havia diferença entre um gol brasileiro e uma bola salva pela defesa. Tudo era motivo para festa e vibração.

A euforia, que já tomava conta da torcida antes do início da partida, só aumentou com o tetracampeonato da seleção brasileira na Copa das Confederações. "Eu fiquei surpreso com o resultado, pensei que seria 4 a 0, mas está de bom tamanho", brinca o eletricista Antônio Araújo, que ainda acredita que o Brasil precisa melhorar para vencer a Copa do Mundo.

Pensamento contrário de José Sebastião Simão, que esteve em todos os jogos do Brasil no Concentra SP. "Eu acho que está ótimo. O importante foi dar olé na Espanha", afirma o torcedor de 58 anos.

Trinta minutos após o término do jogo, foi a vez do cantor Belo entrar no palco, para fechar o evento e levar as fãs de todas as idades ao delírio. "Eu amo o Belo, pra mim é tudo de bom", disse a fã Maria Almeida, de 40 anos.

Se a euforia tomava conta dentro do evento, fora dele havia preocupação por conta das 150 pessoas que protestavam. "Não que sejamos contra a Copa que está sendo realizada, masem vez de o dinheiro público entrar nos gastos da competição, seria mais útil se ele fosse investido em educação e saúde, por exemplo", disse a jornalista Ana Carolina Andrade.

De acordo com a estudante Melinda Rodrigues, "os protestos também são pela desmilitarização da polícia, que age com violência tanto nas manifestações como nas periferias do Brasil".

Apesar do clima de tensão, não houve confronto entre os manifestantes e os 230 PMs que circulavam dentro e fora do evento.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.