Torcida organizada irrita treinador do Palmeiras

Vanderlei Luxemburgo é chamado de 'traidor' durante o jogo contra o Sertãozinho na Arena Barueri

Juliano Costa, Jornal da Tarde

17 de janeiro de 2008 | 23h35

Foi tenso o reencontro de Vanderlei Luxemburgo com a torcida do Palmeiras. Ainda antes do jogo, a Mancha Verde, principal organizada do time, hostilizou o treinador. "Ô Vanderlei, presta atenção, a Mancha Verde não perdoa traição." Veja também: Crônica do jogo: Palmeiras 3 x 1 Sertãozinho Classificação Calendário / Próximos jogosAlex Mineiro é o matador que o Palmeiras tanto procura? Guia do Paulistão 2008  Os torcedores se referiam à conturbada saída de Luxemburgo em 2002, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras terminou o torneio rebaixado para a Série B e muita gente - inclusive a torcida organizada - responsabilizou o treinador pela campanha catastrófica. Luxemburgo considera injusta a acusação e diz que saiu do clube por desentendimentos com a ex-diretoria - leia-se Mustafá Contursi, presidente até 2004. Ele repudiou o comportamento da Mancha. "Não gostei. Sou um profissional sério, estou aqui para trabalhar e dar alegria para o torcedor, inclusive o da Mancha. Eles não têm nada que ficar me chamando de traidor. Saí [em 2002] porque havia uma cláusula no meu contrato que me dava essa possibilidade. Sou profissional!" Durante o jogo, a organizada não se manifestou contra o treinador. O coro hostil aconteceu somente antes da partida. "Hoje [quinta] nós ganhamos, mas quero ver esses torcedores incentivando o time no momento de dificuldade. Se eles são fiéis ao Palmeiras, têm de incentivar o time." Luxemburgo contou que um torcedor atrás do banco de reservas passou o primeiro tempo inteiro pedindo para que ele substituísse Alex Mineiro. Depois do segundo gol do atacante, o técnico procurou o torcedor na arquibancada. "Eu o mandei ir pra casa, não exatamente com essas palavras", contou Luxemburgo, rindo. A pressão da organizada e a marcação do torcedor solitário atrás do banco de reservas não diminuíram a empolgação do treinador com a estréia. "Lembrei de 93, quando cheguei às duas da tarde, fui pra campo, barrei um lateral-direito e nós ganhamos de 1 a 0 do Vitória", disse Luxemburgo, saudoso de sua primeira passagem pelo Palmeiras, quando levou o time a dois títulos paulistas, dois brasileiros e um do Rio-São Paulo. O próximo jogo do Palmeiras é domingo, na Vila Belmiro, contra o Santos, ex-time de Luxemburgo e hoje comandado pelo desafeto Emerson Leão. "Que fique bem claro que não tem essa de duelo especial. O jogo é entre Santos e Palmeiras. Dizer qualquer outra coisa é diminuir a importância desse clássico." Os reforços Diego Souza, Lenny e Jorge Preá ainda não estão inscritos e por isso não poderão jogar.

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