Torcidas se unem em homenagem à Chapecoense em local da final da Sul-Americana

Couto Pereira reúne torcidas rivais para homenagear a Chape

Julio Cesar Lima, especial para o Estado, Estadão Conteúdo

07 de dezembro de 2016 | 22h21

Aos gritos de "É campeão" e "vamos, vamos, Chape", o estádio Couto Pereira, em Curitiba, com mais de 30 mil torcedores de todos os times de futebol, reviveu em forma de homenagem, nesta quarta-feira, o que seria o jogo da final da Copa Sul-Americana entre a Chapecoense e o Atlético Nacional, da Colômbia.

No horário previsto para o início da partida, às 21h45, crianças uniformizadas entraram em campo e simbolizaram um pontapé inicial, enquanto que em um telão apareciam as imagens e nomes das vítimas. Ao mesmo tempo, balões eram soltos ao ar e 71 tiros de morteiros faziam as homenagens para cada uma delas.

A homenagem teve início às 20h30 e foi marcada pela chegada das torcidas organizadas de Atlético Paranaense e Coritiba - principais rivais - juntas, que, em seguida, se juntaram às torcidas do Paraná e de outros times do país.

A cerimônia contou com um culto ecumênico com representantes da igreja Evangélica, com o pastor Antônio Porto Alegre, e Católica, com o padre João Maria. Além deles, o padre Leonardo, da Colômbia, também prestou suas homenagens.

"Trago da minha pátria o carinho, o respeito, que a tragédia nos fez esquecer as barreiras e nos mostrou que éramos irmãos. Em nome do meu país quero desejar nossas condolências e dizer ao povo brasileiro que se admirou com o nosso gesto, de que se fosse no Brasil não teriam agido diferente, é o que todo ser humano faria com seu semelhante nesses momentos", afirmou.

O torcedor Adriano Gomes estava com a mulher e amigos. Emocionado, disse que era um momento especial. "Somos uma torcida só, hoje (quarta-feira) devemos celebrar a Chapecoense, uma equipe que lutou muito para chegar até aqui, mas infelizmente aconteceu esta tragédia", concluiu.

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