Torcidas serão monitoradas nas ruas

Polícia Militar, Metrô e CPTM estão preparados para agir caso são-paulinos e palmeirenses resolvam reeditar as cenas de guerra urbana que culminaram na morte de Marcos Gabriel Cardoso Soares, de 16 anos, horas antes do clássico entre Corinthians e Palmeiras, no Morumbi, pelo Brasileiro, no último dia 2. Na sexta-feira, inclusive, uma reunião na sede do 2º Batalhão de Choque da PM definirá as atitudes a serem tomadas.Antes disso, nesta quarta-feira, o São Paulo enfrenta o Rosario Central, às 21h45, no Morumbi. No mesmo horário, no ABC, o Palmeiras jogará contra o Santo André. Apesar da distância, as atenções estão voltadas para um possível encontro de torcidas rivais. A morte do torcedor corintiano fez com que as autoridades reforçassem o esquema de segurança.O 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar destacou 250 homens para acompanhar os são-paulinos nas imediações do Morumbi. Além disso, a pedido da Mancha Alviverde, a cúpula da PM designou que 20 motoqueiros da Rocam (Rondas Ostensivas Cândido Mariano) façam a escolta dos ônibus que sairão da sede da organizada, na Barra Funda, até a entrada do município de Santo André."Encontros de torcidas são iguais a fio descascado. É sempre uma situação temerária, em que não sabemos o que pode acontecer. Sempre aparece um grupo desavisado que acaba se reunindo em um ponto da cidade em que não deveria e, a partir daí, desencadeia um conflito", diz o major Fernando, do 2º Batalhão de Choque.A segurança do Metrô voltará suas atenções para a estação Anhangabaú. De lá parte a maioria dos ônibus em direção ao Morumbi, para atender a torcida são-paulina. Para acompanhar a movimentação, cerca de 300 agentes estarão trabalhando.

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