Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Torneio dos milhões, Copa do Brasil vira prioridade para os clubes

Campeão pode ganhar quase R$ 70 milhões no torneio que reúne 91 times do País inteiro

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2019 | 04h30

Numa temporada marcada pelos altos investimentos de alguns clubes, as premiações da Copa do Brasil transformam a conquista do torneio em uma prioridade. A CBF vai distribuir R$ 278,29 milhões em prêmios. O campeão pode ganhar até R$ 67 milhões se disputar o torneio desde o início. Isso significa o dobro da premiação do vencedor do Campeonato Brasileiro, que deve receber cerca de R$ 33 milhões. 

A Copa do Brasil oferece premiações por fase disputada. Nas duas primeiras, a entidade estabelece três faixas de remuneração, levando em consideração o ranking da CBF e o histórico de participações dos clubes na Série A do Campeonato Brasileiro. A partir da terceira fase, as cotas são iguais para todos.  No início do torneio, os 30 clubes de melhor ranking recebem R$ 1 milhão. Os times intermediários, do 30.º ao 60.º lugar, recebem R$ 880 mil. Por fim, os clubes até o 90.º lugar no ranking recebem R$ 500 mil. De acordo com essa divisão, o campeão que começou na primeira fase pode acumular R$ 67,3 milhões. Se entrar nas oitavas de final, a bonificação pelo título é de R$ 61,9 milhões. 

O torneio tem algumas peculiaridades que justificam os altos prêmios. Um deles é o alto número de patrocinadores – hoje são 13, dois a mais do que no ano passado. A disputa está nas tevês aberta, fechada e internet com grande apelo nacional. São 91 times. “A Copa do Brasil resgata a tradição do formato ‘mata-mata’, tem audiências altas, pois fala com um público diversificado em nível nacional. Isso se reflete no maior interesse de patrocinadores”, opina Mauro Corrêa, da CSM Golden Goal, empresa especializada em gestão e marketing esportivo. 

Na prática, a Copa do Brasil pode equilibrar os cofres de qualquer clube, independentemente do seu tamanho. “A bonificação faz do torneio uma prioridade para o clube. Vamos disputá-la para ganhar sim”, diz Romildo Bolzan, presidente do Grêmio

Para o Fortaleza, o torneio significa equilíbrio financeiro. “Queremos avançar o máximo possível, já que isso representa um ganho importante no aspecto financeiro. É o torneio com maior a premiação do País”, diz o presidente Marcelo Paz. 

Superar uma fase pode salvar o ano de um time menor. O Tubarão (SC) deve receber R$ 500 mil só pela participação. Se passar de fase, serão mais R$ 600 mil; na terceira fase, o prêmio é de R$ 1 milhão. “É importante começar bem e tentar avançar pelo menos uma partida, pois para nós, que somos de Série D, isso já representaria um ganho financeiro enorme”, diz Luiz Henrique Ribeiro, presidente do clube. “Um porcentual da premiação é destinado aos atletas, como prêmio por meta. A outra parte é usada para manutenção geral, pagamento de despesas, desde logística até fornecedores, impostos e até folha salarial”, completa o dirigente. 

O regulamento se mantém. Na primeira fase, o clube de melhor ranking joga como visitante e pode empatar. O anfitrião joga sua “vida” em uma partida. 

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