Torneio será o vestibular de Robinho

Robinho sabe muito bem quanto pesa o jogo desta quinta-feira contra a Grécia, em Leipzig, na estréia do Brasil na Copa das Confederações. Se nas costas de Ronaldinho Gaúcho a carga é de apenas alguns gramas, na sua, imagina-se, uma tonelada. Parreira já adiantou que o torneio será o grande teste de Robinho. Os europeus, que nunca viram ao vivo as pedaladas, estão curiosos. E os mercadores de jogadores molham a boca de cobiça.Tantos holofotes seriam suficientes para encabular o craque do Santos. Nesta quarta-feira, depois do treino de reconhecimento do gramado do reformado estádio Zentralstadion, Robinho demonstrou certa ansiedade, mas não tremeu. Ouviu perguntas de brasileiros, gregos, espanhóis, italianos, alemães, ingleses, de gente estranha, bem diferente do que está acostumado. E deu sua versão do vestibular a que será submetido a partir de agora.Agência Estado - A Europa, enfim, vai conhecer o Robinho. O jogo será transmitido ao vivo para todo o continente europeu. Isto assusta? Robinho - Não me assusta. Meu pensamento é ajudar os companheiros a vencer. Sei da minha capacidade. Não estou preocupado em aparecer na Europa. Vou fazer o meu trabalho. E mostrar ao Parreira que posso ir à Copa do Mundo.AE - O Brasil inteiro queria você de titular na Seleção. Está preparado para ser cobrado se não corresponder como aconteceu contra a Argentina? Robinho - Não tenho medo das cobranças. Quero é mostrar o meu futebol e conquistar um espaço na Seleção Brasileira. Um dos meus objetivos é ganhar o primeiro título com a Seleção.AE - Promete as pedaladas ou Parreira não permitiu? Robinho- Não prometo nada, vou jogar o que estou acostumado a jogar. O professor não vetou nada. A única coisa que pediu foi para melhorarmos a marcação quando estivermos sem a posse de bola. E tenho também de encostar mais no Adriano.AE - Está ansioso? Teme alguma coisa em especial na véspera da estréia do Brasil? Robinho - Ansiedade é natural. É a primeira grande oportunidade, a gente sente um pouco, mas nada diferente do que temos no clube.AE - Sendo assim, vai jogar como se estivesse no Santos? Robinho - Não, não é bem assim. Seleção é diferente, a responsabilidade aumenta. A gente está no meio de ótimos jogadores e no foco das atenções. Não estou nervoso, só quero ajudar a Seleção a vencer.AE - A Copa das Confederações, para você, já é a Copa do Mundo? Robinho - É o primeiro passo do meu objetivo. A competição será muito importante não só para mim. O Brasil tem tradição e não entra nunca para perder, como disse o professor Parreira. Todos os jogadores devem se empenhar ao máximo.AE - Você passa neste vestibular? Robinho - Não posso encarar a Copa das Confederações como a última esperança de chegar à Copa do Mundo. Não sei se é um vestibular. Se for, quero passar nessa prova.

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